Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/09/2019

Consoante ao poeta espanhol George Santayana, “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”, o suicídio entre jovens não é um assunto atual, desde o Período Colonial adolescentes escravos colocavam fim nas próprias vidas, como uma forma de cessar seus sofrimentos. De mesmo modo, na contemporaneidade do Brasil, esse revés persiste, seja por falta de acompanhamento especializado, ou devido ao desemprego.

Primeiramente, tem-se o conceito de modernidade líquida do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, no qual explica-se a redução das atitudes éticas pela fluidez dos valores, a fim de, satisfazer interesses egocêntricos, aumentando o individualismo. Logo, os jovens inseridos nesse panorama líquido necessitam de atendimento psicológico apropriado. Haja vista a redução do olhar de bem estar social vivido por essa classe. A sociedade como um todo não pode permitir que a juventude brasileira ignore o seu direito à vida.

Outrossim, é evidente que, após o capitalismo consagrar-se vitorioso como filosofia de consumo, no pós Guerra Fria, aumentou-se a busca pela compra do supérfluo. Esse fato aliado ao desemprego, gera, em casos extremos, uma profunda depressão. Contudo, é de suma importância que o Ministério da saúde interfira de modo a sanar essa problemática.

Portanto, as escolas públicas e particulares devem encaminhar jovens que apresentarem desvios comportamentais ao atendimento psicológico, através de maiores repasses financeiros do Governo Federal, com o intuito baixar o numero de suicídios na juventude. Ademais, os respectivos Estados, em parceria com a iniciativa privada, aumente o número de vagas destinada a jovens, por meio de incentivos fiscais às empresas, a fim de dar aos adolescente uma condição mais digna de vida. Dessa forma a realidade do Brasil distanciar-se-á daquela vivida no Período Colonial.