Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 21/09/2019
Na obra literária alemã “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Johann Goethe, o protagonista encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores de um amor não correspondido. De maneira similar, no Brasil contemporâneo, o autocídio ainda é analisado como uma maneira de fuga dos problemas sociais e pessoais. Isso se deve, sobretudo, ao aumento do quadro de depressão dos indivíduos e à ausência de intervenção familiar. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.
Em primeiro lugar, a depressão é uma doença psíquica que atinge mais pessoas a cada dia. Isso acontece devido a sociedade, por não conseguir resolver os transtornos que a afeta, acumula um quadro de estresse que é difícil ser resolvido. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 6% da população brasileira sofre com esse distúrbio. Isso mostra o quanto essa problemática afeta o país e coloca ele na liderança dos países da América Latina, o que se torna preocupante, pois a maioria das pessoas afetadas cometem suicídio. Diante disso, é necessário que o Ministério da Saúde crie campanhas que possa solucionar esse problema.
Em segunda instância, a falta de intervenção familiar ajuda no aumento de casos de autocídios. Isso porque a família trata o caso do jovem como algo banal ou “frescura” e ele tenta fugir disso de maneira brutal. Um exemplo foi a criação do jogo online “Baleia Azul”, em que um “curador” anônimo estabelece cinquenta desafios, dentre eles a automutilação. Isso demonstra o quanto o indivíduo é suscetível a problemas maiores se não receber o apoio devido. Dessa maneira, é preciso que o núcleo familiar dê mais apoio e reconheça a situação de que o jovem está passando.
Portanto, medidas são necessárias para resolver a problemática em questão. Cabe ao Ministério da Saúde ajudar no reconhecimento e tratamento da depressão, através de projetos que visam o esclarecimento da campanha para que os hospitais se adaptam da ideia e ajude a população. Cabe também a família perceber os problemas pelo qual o jovem passa, por meio de conversas que façam com que o indivíduo confie mais nela, no intuito de diminuir os casos de suicídio.