Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/09/2019
Na série americana ‘‘13 reasons why’’, que retrata a história de Hanna Baker, que encontrou no suicício uma maneira de liberta-se dos problemas vivenciados diariamente, como o julgamento de valores e uma sucessão de preconceitos. Fora da ficção, é fato que a realidade do seriado pode ser relacionado com a atualidade brasileira. Nessa perspectiva, a questão da autodestruição na sociedade ocidental, em especial no Brasil, apresenta-se como grave sintoma de desestruturação social. Desse modo, a prática de autocídio pela população mais jovens denota uma falta de profundidade nas relações sociais e pessoais e uma falta de gestão do Estado para lidar com a complexidade do tema. Em primeira análise, observa-se que com os avanços tecnológicos desde o século xix, as relações sociais e pessoais estão cada vez mais ábditas. Dessa maneira, os indivíduos atuais não querem assumir o papel de antiqueda de ser o cidadão que se importa para ver o bem-estar do próximo. Por esse motivo, diversas pessoas se sentem impotentes e distantes da sociedade que à constitui. Segundo a ONU, a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no planeta. Logo, é inadmissível que a autoquíria é um fruto de uma desregularização de uma desconstrução social.
Em segunda análise, é nítido que a falta de políticas públicas voltada à problemática está presente na sociedade brasileira. Visto que, é algo decorrente e, ainda assim, não se vê a interferência eficaz do Estado com o intuito de reduzir a reincidência dos casos de autoextermínio. Dessa forma, o sociólogo francês Emilé Durkheim aborda em sua obra o ‘‘suicídio’’, que a autoagressão não é um produto de um ato individual, mas sim resultante de ações coletivas. Diante dos fatos citados, medidas são necessárias para atenuar esse impasse.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Destarte, faz-se necessário, que o Ministério Da Saúde, disponibilize a presença de mais psicólogos nas redes educacionais principalmente para os estudantes que sofrem desse sintoma e não possuem condições financeiras para um acompanhamento semanal, por meio da contratação de profissionais qualificados que atendam semanalmente esses alunos, com o objetivo de reduzir os índices de suicídio no Brasil.