Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/09/2019
A obra “O Grito” do artista norueguês Edvard Munch, revela uma pessoa em desespero e se enquadra com o sentimento do pintor, que durante a sua vida enfrentou vários problemas psicológicos. Distante do panorama artístico, no Brasil, o suicídio entre jovens têm sido um problema de saúde pública exorbitante, manifestado por meio da negligência estatal e ausência do diálogo.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a indiferença do Estado acerca desse impasse. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o suicídio é a segunda causa da morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Diante disso, pode-se afirmar que as políticas públicas de prevenção e combate à essa chaga não têm se mostrado eficientes. Não são vistas campanhas em escolas, ruas e veículos de informação, lugares e meio muito frequentados e utilizado por adolescentes, respectivamente. Em virtude disso, o problema é intensificado, já que, um dos maiores responsáveis por conter seu avanço não pratica sua função de maneira efetiva.
Em segundo plano, é importante salientar a falta de diálogo e apoio da família com os mais novos. No filme “A Sociedade dos Poetas Mortos” há ênfase no personagem Neil, apaixonado pela arte, mas seus pais o pressionam a seguir outra carreira e isso influenciou no suicídio do adolescente. Dessa forma, é possível perceber o quanto a família tem poder de transformar as vidas dos seus componentes e quando essa oportunidade é utilizada da maneira correta, o suicídio pode ser evitado. Porém, o assunto é visto como um tabu diversas vezes, o que é inaceitável, uma vez que, quanto mais a pauta for difundida mais facilmente será evitada.
Diante do exposto, é indubitável a necessidade de medidas eficazes que alterem essa realidade. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação junto ao Ministério da Saúde, implemente palestras ministradas por psicólogos e psiquiatras com os temas: depressão e ansiedade, nas escolas e universidades, a fim de auxiliar as pessoas que sofrem com essas doenças e mostrar como as que não sofrem podem ajudar as vítimas. Além disso, cabe aos mesmos agentes disponibilizar consultórios em escolas e faculdades para que seja oferecido aos alunos consultas gratuitas com psicólogos e psiquiatras, com o propósito de tratar os jovens que sofrem com transtornos psicológicos.