Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/09/2019

O filme “As Vantagens de Ser Invisível” retrata a história de um garoto que sofria de depressão e que teve de lidar com o fato de um grande amigo dele ter se suicidado. Apesar de ficcional, tal contexto assemelha-se ao atual, pois o ato de tirar a própria vida tem se tornado recorrente entre os jovens, na medida em que enxergam tal ato como uma válvula de escape de seus problemas. Diante disso, deve-se analisar como as redes sociais e o bullying nas escolas impulsionam doenças psicológicas e contribuem para o aumento de suicídios entre os jovens.

Primeiramente, vale apontar que uma das principais causas dos suicídio é a depressão. Sabe, por exemplo, que a Segunda Geração do Romantismo foi marcada por uma evasão da realidade juntamente a uma forte idealização do amor e da melancolia. Dessa maneira, portanto, o que se verifica hoje é esta mesma idealização nas redes sociais em que o indivíduo se sente excluído e com o sentimento de não pertencimento por ter não ter a vida perfeita que outras pessoas compartilham na internet, podendo gerar comportamentos depressivos.

Ademais, nota-se um distanciamento das relações pessoais. Segundo Bauman, a sociedade se desenvolveu no que ele chama de “modernidade líquida”, em que o individualismo é uma das principais características da contemporaneidade. Depreende-se, desse modo, que a falta de empatia por parte dos agressores impulsionam os casos de bullying nas escolas e que provoca na vítima um sentimento de isolamento e solidão, tornando-os mais suscetíveis a transtornos psicológicos e suicídios.

Diante do exposto, é evidente que medidas são necessárias para contornar os impactos da depressão na sociedade brasileira. Com o fito de diminuir os casos de suicídio, cabe ao Ministério da Saúde oferecer à população canais de atendimento nos moldes do “CVV” (Centro de Valorização da Vida) e levantar debates sobre a questão da perfeição nas redes sociais e desmistificar tal assunto. Ademais, cabe ao Ministério da Educação recrutar psicólogos para atendimento dentro das escolas, a fim de zelar não somente pela educação, mas também pela saúde mental dos estudantes. Com isso, espera-se que o diálogo seja o diferencial para quem sofre dessa doença, mesmo que seja impossível erradicá-la.