Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/09/2019

Florbela Espanca na sua obra “Livro de Mágoas” de 1919, escreveu um soneto que dizia assim… “A minha dor é um convento ideal (…) Nesse triste convento aonde eu moro, noites e dias rezo e grito e choro, e ninguém ouve, ninguém vê…ninguém…”. Nesse trecho, interpreta-se que a escritora estava em um momento de tristeza profunda e depressão. Segundo site Estadão, cerca de 90% dos casos de suicídio no Brasil está associado com algum transtorno mental como depressão ou bipolaridade. Portanto, a questão do suicídio vem sendo uma problemática social, visto que é uma das principais causas de morte no mundo, levantando uma discussão importante sobre o suicídio, e as estratégias para limitar essa epidemia.

Primeiramente, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), no Brasil, em 2016, foram contabilizados 6,1 suicídios a cada 100 mil habitantes, representando aumento de 7% desde o ano de 2010. Por outro lado, o índice mundial de morte suicidas reduziu em 9,7%, segundo a OMS. Portanto, pode-se perceber que este não é um fenômeno exclusivo do Brasil, porém, de acordo com os dados apresentados, o país está caminhando a passos bem curtos.

Posteriormente, vale ressaltar que o comportamento suicida não está relacionado somente com a depressão, mas sim, uma série de fatores como aspectos psicológicos como trauma recente; aspectos sociais como viúvos, moradores de rua; condições de saúde limitante como pessoas com câncer, ou dor crônica; além de doenças mentais como depressão ou esquizofrenia. Portanto, a partir da avaliação dos casos individualmente, pode-se elaborar estratégias de prevenção.

Em síntese, além do “Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio”, definido pela OMS, ações práticas como ampliar verbas para projetos de conscientização em escolas e ambientes juvenis devem ser estabelecidas. No entanto, é importante atentar a população como um todo, para que todos possam identificar uma pessoa em crise, ajudando na prevenção do ato suicida do próximo. Além disso, evitar o acesso a meios letais como armas de fogo, drogas ou veneno é importante para prevenir atitudes impulsivas. Desconstruir tabus e pensamentos preconceituosos sobre doenças mentais, a fim de auxiliar na busca por ajuda de quem precisa, faz parte desse processo.