Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Na obra “Os sofrimentos do jovem Werther”, o protagonista encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores de um amor não correspondido. Hoje, os jovens continuam encontrando no suicídio uma forma de libertação e, portanto, esse problema de saúde pública vem se alastrando ao longo dos séculos e torna-se crescente as taxas de suicídio, o que evidencia a urgência deste problema.
Em primeiro lugar, o suicídio é, por vezes, uma consequência de um quadro depressivo do indivíduo. Sabe-se que a depressão é uma patologia que atinge os mediadores bioquímicos envolvidos na condução dos estímulos através dos neurônios, atuando para que o ser se sinta desestimulado, triste e com baixa autoestima. Entre os fatores sociais que induzem os adolescentes a essa doença, fazendo com que se sintam pressionados ou rejeitados, estão os casos de bullying nas escolas e as agressões verbais e físicas àqueles que se reconhecem como gays. Em virtude disso, quando essas pessoas se sentem incompreendidas e não têm o apoio de pessoas queridas, o suicídio lhes convém como uma escapatória às opressões que as rodeiam.
Outro fator alarmante é a ausência de intervenção familiar. Infelizmente, há pais que não se atentam às ações exercidas pelo próprio filho e são comuns os casos de jovens que se queixam com seus responsáveis sobre insatisfações e lamentos de seu cotidiano, mas o assunto é tido como “frescura” pela família. Tal reação gera a sensação de desamparo e, por conseguinte, pessoas de má índole encontram na internet uma forma de atrair esse público fragilizado ao ato suicida. Exemplo disso, foi a criação do jogo online “Baleia Azul”, em que um “curador” anônimo estabelece cinquenta desafios – dentre eles a automutilação – ao adolescente, sendo a última etapa, a retirada da própria vida. Vê-se, assim, a necessidade de um maior acompanhamento parental e preventivo ao suicídio.
Nota-se que o suicídio se tornou um problema de saúde pública no Brasil. Para alterar esse cenário, portanto, a OMS, junto às escolas, deve promover o treinamento de profissionais da educação para identificar tendências depressivas nos jovens e utilizarem as obras literárias que retratem o suicídio, como foi o caso da obra de Gothe, promovendo a reflexão e o alerta frente a esse emblema. Além disso, os responsáveis devem ser mais atentos ao comportamento dos filhos em casa e na internet, promovendo o diálogo frequente e o zelo e; à mídia, cabe usufruir de seu poder persuasivo para campanhas de valorização à vida e o incentivo à procura de auxílio. Dessa forma, as taxas de suicídio amenizarão e construiremos uma sociedade mais empática.