Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 25/09/2019
Um dos grandes impasses que permeiam a população brasileira é a denúncia de imbróglios na sociedade em relação ao suicídio e a auto mutilação entre jovens contemporâneos. A observação de tal problemática se evidencia na obra de Goeth ‘O sofrimento do jovem wetller’ que cometeu suicídio por não se sentir realizado na relação amorosa e social. Desse modo, urge estabelecer uma abordagem crítica a educação bem como a cultura brasileira como fatores desse desafio social.
Em primeiro plano, é válido afirmar que o ensino familiar influencia nas atitudes dos jovens. A esse respeito, vale referenciar o ativista, Nelson Mandela ao constatar que educação é uma arma poderosa capaz de mudar o mundo. Dessa forma, percebe-se que o ensino é emancipatório para os jovens saberem lidar com as adversidades da vida e não se auto mutilarem e se suicidarem, por motivo de frustações. Entretanto, não é isso que se evidencia com a educação familiar que apresenta um protecionismo exarcebado que impede as crianças de vivenciarem adversidades, como a negação da compra de um brinquedo, o que propicia no desespero dos jovens com uma reprovação que culmina na tentativa de ceifar a própria vida por não ter aprendido a lidar com o sentimento da negativa. Assim, compreende-se a necessidade de uma educação disciplinada para o jovem saber lidar com os impasses da vida e não tentarem cometer a auto mutilação e o suicídio.
Outrossim, é válido afirmar que o atentado contra a própria vida é pouco discutido entre as pessoas. À luz dessa assertiva, o filósofo Schopenhauer constatou que o campo de visão de uma pessoa limita o entendimento do mundo que o cerca. Nessa conjuntura, compreende-se que a sociedade condena o suicídio e marginaliza quem apresenta ideias desse cunho, pois tal prática vai contra aos princípios religiosos lusitanos que exercem grande influência no Brasil. Sob essa ótica é válido lançar um olhar crítico ao preconceito dos cidadãos a pessoas com depressão, porquanto isso potencializa o sentimento de culpa e inadequação nos jovens que pode acarretar em trágicas consequências como o suicídio da ex assistente mirim de Raul Gil Yasmim Gabrielle.
É evidente, portanto, a solução desse impasse. Nessa lógica para que isso ocorra é necessário que o Estado representado pelo Ministério da Educação usar de suas ferramentas como aulas didáticas nas instituições de ensino. Isso deve ser ministrado por professores em parceria com psicólogos para desenvolver nos jovens a capacidade de lidar e evoluir com os erros por meio de orientações emocionais e físicas nos jogos competitivos para desde pequenos saberem lidar com as decepções . Com o intuito de diminuir atitudes lamentáveis tal como a do jovem Wetller.