Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 28/09/2019

A Grande Depressão, de 1929, foi sem dúvidas uma das piores crises econômicas do século XX, deixando milhares de homens e empresas milionárias pobres da noite para o dia resultando em um enorme número de suicídios. Paralelamente, no cenário atual brasileiro, a taxa de suicídios entre os jovens vem aumentando cada vez mais, tendo como causa, em sua maioria, a falta do diálogo familiar e o meio escolar. Sendo assim, é imprescindível uma mobilização em sociedade para entender e resgatar os jovens deste sofrimento tão cruel que leva ao suicídio.

Em primeiro lugar, é necessário analisar a dificuldade de comunicação dos jovens que tentam suicídio possuem com os seus familiares. A princípio, a falta de um contato familiar e humano, juntamente da ausência desses pais na vida de seus filhos, como uma consequência do pouco tempo dentro de casa e da grande rotina de trabalho, cria-se uma barreira ainda maior entre tais jovens e seus familiares. Por certo, a banalização dos problemas desses adolescentes por parte de seus pais afasta e diminui a confiança dos jovens de se abrirem com os mesmos, deixando a socialização primária, em família, de lado, ocasionando em um sofrimento cada vez mais confuso e cruel.

Ademais, as dificuldades de inclusão social do próprio adolescente no âmbito escolar o prejudicam ainda mais gerando uma enorme angústia. Certamente, a falta de um sentimento de pertencimento à algum grupo ou lugar exclui ainda mais o jovem, que, se torna mais vulnerável à práticas de bullying ou assédio moral no meio escolar, sendo esse mais um gatilho para o suicídio. Desse modo, como é mostrado na série ‘‘Os 13 Porquês’’, em que Hanna Baker sofre dos mesmos problemas dentro de sua escola, e, posteriormente, comete o suicídio para poder fugir do seu gigantesco sofrimento. Isso mostra que a escola tem em suma grande importância e impacto na vida de um jovem suicida.

Portanto, faz-se necessário a atuação do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde de realizarem atividades escolares por meio da participação de jovens e seus familiares, que, poderão se desenvolver melhor socialmente dentro e fora da escola, assim, com um acompanhamento psicológico, ocasionando em um maior sentimento de pertencimento e inclusão social. Desse modo, diminuindo as chances do desenvolvimento de uma grande depressão contemporânea.