Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 26/09/2019
A datar do século XVIII, no qual sucedeu o início de grandiosas Revoluções Industriais, o mundo demasiadamente antepões valores de cunho mercantilista sobre princípios sociais. Posteriormente a esse marco histórico, a sociedade hodierna, designada como “líquida”, tem enfrentado impasses voltados aos suicídios entre os jovens brasileiros. Desse modo, vale ressaltar o progressivo número de casos de adolescentes com depressões e com problemas emocionais, como uns dos principais aspectos motivadores do obstáculo central. Dessa forma, surge a necessidade de discutir e deliberar acerca disso, para que assim, ocorra uma maior articulação social, a fim de garantir o que é proposto pela Constituição Federal de 1988, que por sua vez, é a lei mais hierárquica dentre todas.
Primordialmente, Zygmunt Bauman, renomado sociólogo polonês, atribui a metáfora da “fluidez” ou “liquidez”, à natureza da presente fase social, em razão da semelhança com o estado líquido da matéria, visto que, ele possui características como a volatilidade e a fluidez. Assim, de acordo com o período atual, a depressão é considerada a “doença do século” pela proporção que ela está inserida na sociedade. Todavia, esse mal é algo muito amplo e concomitantemente, particular, pois, problemas familiares, bullying, frustrações acadêmicas, podem-se tornar pivores da aparição dessa doença, que uma vez não tratada, poderá levar, infelizmente, a realização de uma fatalidade: o suicídio.
Ademais, a elaboração da lei suprema brasileira, foi baseada no desejo de alcançar um bem-estar social para todos. No entanto, é notório que o poder público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, visto que, não é possível encontrar frequentemente, campanhas anti-suicídio ou ações que auxiliem nesse preocupante problema. Dessa maneira, configura-se a falta de auxílio necessário aos inúmeros problemas emocionais dos indivíduos civis e a despreocupação com a saúde mental de tais, um irrespeito colossal diante daqueles diretamente afetados.
Dessarte, assim pontuado pelo sociólogo, Émile Durkheim, uma sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico”, por ser composta por partes que interagem entre si. Com isso, é de extrema magnitude que ocorra a integração entre a mídia social e o governo, para a formulação de novas e múltiplas campanhas publicitárias, com o intuito de conscientizar a todos sobre a importância de perceber e ajudar aqueles que passam por essa dificuldade. Assim também, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, implementar palestras diárias nas instituições escolares, a respeito da valorização da vida, de como ajudar pessoas que passam por isso, ou até mesmo, de como pedir ajuda. É mister que ocorra essa articulação social integral, para que desse modo, melhore-se o quadro atual e honre-se o que foi estabelecido pela carta magna brasileira.