Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/09/2019
Apesar de ainda ser tratado com um tabu, o suicídio é uma das principais causas de morte de jovens, tornando-o assim um caso de saúde pública. A premissa que contribuiu para vedação do suicídio vem desde a antiguidade, no século V, com Santo Agostinho, em que considerava a vida um dom sagrado de Deus sendo somente ele podendo tira-la. Desde então, o assunto foi frequentemente estigmatizado socialmente. Com isso ao invés de agir para ajudar a reverter o atual cenário, própria sociedade e o governo contribuem com a situação atual. Sendo necessário livrar-se desse estigma para reverter o atual cenário.
Cabe enfatizar, de início que, sendo Zygmunt Bauman, vivemos tempos líquidos, caracterizado pela distância afetiva entre as pessoas. Juntamente com a imposição de padrões para tudo e todos, os quais pessoas que não se encaixam ou fogem do imposto, sofrem constantes retaliações. Contribuindo assim, para transtornos que afetam a saúde mental e que quando não tratados, podem contribuir para a falta de expectativa de vida.
Ademais, a prevenção e os tratamentos voltados à saúde mental no país ainda são precários. As iniciativas são mais comuns apenas no Setembro Amarelo. Apesar de existir também o CVV (Centro de Valorização da Vida), que é uma entidade de apoio emocional, é pouco divulgada e não engloba um tratamento. Dessa forma, os cidadãos frequentemente não recebem a ajuda que precisam. Tornando assim, o suicídio a segunda principal causa de morte de pessoas entre 15 e 29 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Sendo uma estatística preocupante, tornando-o um caso de saúde pública o qual precisa de mais atenção.
Dado o exposto, cabe ao Ministério da Educação juntamente com as escolas, orientar e discutir sobre esse tema ainda tabu. Já que o maior índice de suicídios são de jovens. Sendo feito por meio de aulas, oficinas e laboratórios focados nessa temática, sendo essas atividades, conduzidas por professores previamente preparados para abordar de forma apropriada essa temática. A fim de, amparar os jovens no seio escolar e incentivá-los a procurar ajuda para problemas emocionais que podem levar ao suicídio. Além disso, cabe ao Governo expandir os programas de prevenção ao suicídio, não restringindo-os apenas ao Setembro Amarelo. Assim como aumentar o investimento na saúde mental para conseguir atender na rede pública as pessoas que precisam de suporte. Assim essa pratica poderá ser reduzida no país.