Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 05/10/2019

O filósofo Schopenhauer sintetiza em sua obra a visão de que o mundo é um pendulo que oscila entre a dor e o tédio, defende o suicídio como um direito mas critica quem usa dele para fugir da dor. Isso, de tal modo, resume a forma como a sociedade em sua grande maioria trata o assunto, não como uma doença ou transtorno mental, mas sim como uma “frescura” que gradativamente tem cominado em um aumento nos casos de suicídio no Brasil. Diante disso, fica claro a necessidade do combate a essa problemática, tratando de forma preventiva o vetor dessa doença, para que não se torne uma epidemia nacional.

A priori, segundo uma reportagem publicada no portal de notícias G1, houve um aumento de mais de 37% nos casos de suicídio de jovens entre os anos de 2010 a 2018 no Brasil. Isso é causa principalmente da falta de políticas publicas que visem identificar e tratar pessoas que possuem doenças ou transtornos mentais, gerando uma progressão geométrica no numero de casos de mortes registradas no território nacional. Nesse contexto, se faz necessário um ação emergencial do Estado que vise reverter tal cenário, fazendo com que esses altos índices sejam reduzidos de forma efetiva.

Outrossim, a democratização do acesso à internet e a explosão do uso das redes sociais, têm gerado cada vez mais o chamado cyberbullying, uma violência psicológica que gera sérios problemas para vítima, convergindo na maioria das vezes para o bullycídio. Exemplo disso, é o caso de uma jovem americana da cidade de Nova York, que cometeu suicídio porque sofreu inúmeras violências virtuais por estar acima do peso e pela forma como se vestia. Em suma, isso evidencia a necessidade de que as plataformas de relacionamento social, desenvolvam métodos que coíbam tais atos e identifiquem pessoas que sofreram esse tipo de violência, para que essa seja acompanhada e tratada psicologicamente.

Nessa conjuntura, fica claro a necessidade de uma ação efetiva no combate ao suicídio de jovens no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde em conjunto com o da Educação, devem desenvolver cartilhas para serem distribuídas nas escolas e universidades, e videos para serem exibidos nos canais de TV aberta, visando alertar para os altos índices de casos de suicídios no Brasil e as diversas formas para identificar transtornos psicológicos em pessoas próximas, disponibilizando também psicólogos para tratamento dessas pessoas. Somado a isso, as plataformas de redes sociais devem buscar aumentar a atuação da inteligência artificial em prol do monitoramento de casos cyberbulying, reportando para um humano a situação para que esse tome medidas de contenção e auxilio da vítima. Somente assim será possivel reverter tal cenário tão preocupante.