Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/10/2019
Desde 2012 cerca de 800 mil pessoas entre 15 e 29 anos morrem anualmente devido ao suicídio, segundo dados da OMS. Portanto, nota-se que a autoquíria entre os jovens é um grave problema que atinge diversos países, dentre eles o Brasil, e por isso faz-se necessário caminhos para preveni-lo. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência estatal e a perpetuação do assunto como tabu na sociedade brasileira agravam a problemática em questão.
É relevante abordar, primeiramente, que o Estado é negligente quanto ao aumento do número de autocídios entre jovens no Brasil. Isso ocorre porque o poder público investe pouco em programas de prevenção como, por exemplo, o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Entretanto, essas políticas públicas são capazes de impedir a ocorrência de novos casos e - consequentemente - minimizar a problemática em questão. Isso é evidenciado por meio dos estudos realizados pelo Ministério da Saúde que demonstram a eficácia dos CAPS já que os municípios que o possuem têm o risco de suicídio reduzido em 14%.
Além disso, verifica-se que o autoextermínio e os problemas psicológicos são tratados como tabu na sociedade brasileira. Em consequência disso, os pais não dialogam com os filhos e, como se não bastasse, as escolas não promovem - com frequência - palestras que demonstre aos alunos que o suicídio é uma solução permanente para um problema temporário. Esse triste fato é evidenciado pelo pensamento Durkheiminiano, o ser é aquilo que a sociedade faz dele, nesse viés, o grupo social que aborda o suicídio como tabu terá como consequência jovens mais propensos a retirar a própria vida.
Portanto, urge que o Ministério da Saúde melhore - com prioridade - a estrutura dos CAPS por meio da destinação de verbas e contratação de profissionais especializados, com o fito de minimizar os riscos de suicídio entre jovens na sociedade brasileira. Ademais, esse Ministério deve realizar - com urgência - palestras no âmbito escolar por intermédio de psicólogos e psiquiatras, a fim de fazer com que o autoextermínio deixe de ser um tabu para os brasileiros. Somente assim, o Brasil deixará de seguir a tendência mundial apresentada pela OMS e se tornará exemplo para os demais países.