Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 07/10/2019

Sob o viés filosófico do alemão Jürgen Habermas, “a sociedade é dependente de uma crítica às suas próprias tradições”. Diante disso, o tema suicídio no Brasil ainda não é tão debatido como deveria, pois é visto erroneamente como um tabu e isso promove ignorância e alienação da população sobre o assunto. Ademais, o número de suicídio no Brasil tem aumentado, o que gera problemas sociais e de saúde no país. Logo, tais adversidades demandam a atenção do Estado de promover ações eficazes no combate ao suicídio.

Primeiramente, é importante destacar o crescente número de suicídios no Brasil, que é preocupante. Conforme o mapa da violência de 2017, a quantidade de suicídios na população de 15 a 29 anos subiram de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014. Tal dado comprova que medidas governamentais de conscientização e prevenção devem ser tomadas, a fim de inibir o avanço desse problema social, pois, o Estado promete garantir a saúde e o bem-estar social do povo. Contudo, apesar da campanha do mês de setembro ser o mês de conscientização sobre o suicídio, não se fala tanto sobre o assunto no restante do ano, sendo isso mais um lamentável fato.

Por conseguinte, muitas pessoas, que possuem tendências suicidas, escondem as suas dores por medo de preconceito e violência verbal, pois a sociedade brasileira ainda possui estigmas machistas que preconizam que homens não choram e que a dor psicológica é fraqueza digna de deboche e avacalhação. Com isso, o tratamento prévio de uma depressão ou transtorno de humor, até mesmo de vícios, torna-se limitado. De acordo com o filósofo alemão Immanuel Kant, “pensamento sem conteúdo é vazio; intuição sem conceito é cega”. De maneira análoga, o preconceito com quem sofre por depressão, transtorno de humor e vícios deve  ser cessado, porque em nada agrega, só aumenta a chaga social e o drama dos indivíduos que padecem.

Portanto, para inibir o número de incidências do suicídio e amparar os que sofrem, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias a respeito do suicídio, que demonstre os dramas que as famílias podem vir a ter caso não tratem ocasiões eventuais. Outrossim, que essa publicidade exponha os principais sinais de uma pessoa com tendência suicida. Além disso, que o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da saúde viabilize atendimento psicológico, mediante psicólogos e psiquiatras, com o intuito de tratar os alunos nas escolas com depressão e transtornos que resultam em suicídio, e o tratamento eficaz nos postos de saúde de quem busca auxílio por esses profissionais. Nessa perspectiva, os caminhos para prevenir o suicídio no Brasil será assertivo e o assunto não será mais considerado um tabu, tornando a sociedade mais saudável.