Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/10/2019
As altas taxas de suicídio entre jovens no Brasil, trazem à tona uma realidade que na maioria das vezes torna-se imperceptível na sociedade. Na sociedade atual o ato de tirar a própria vida Tem se tornado recorrente entre os jovens, na medida em que o crescente individualismo contribui para a degradação da saúde mental. Logo, faz-se necessário pensar alternativas que contribuam para a prevenção dessa realidade.
De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, autor da obra “Modernidade Líquida”, salienta características como individualismo, a fluidez e a efemeridade das relações do mundo atual. Hodiernamente, quais fatores contribuem para a disposição de isolamento social, que em certos casos ocasiona distúrbios mentais devido a desilusões que acabam propiciando a ideia de suicídio. Há vários fatores que levam uma pessoa a se suicidar como depressão, competição excessiva e não adequação aos padrões sociais. Nesse contexto, a falta de diálogo provoca no indivíduo o sentimento de solidão de modo que propicia o desenvolvimento de transtornos como ansiedade. Por conseguinte, o jovem, tal como os autores do Romantismo no século XIX, vê o suicídio como uma opção passível de ser realizada, o que salienta a necessidade de ações no sentido de prevenir esse ato.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) a taxa de suicídio aumentou 7% a cada 100 mil habitantes. As formas de suicídio variam muito podendo ser por overdose, corte do pulso e carótida, enforcamento e até o envenenamento por pesticidas. O suicídio é um fenômeno complexo que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades orientações sexuais e identidade de gênero. Apesar do suicídio ser um tema muito discutido atualmente, ainda há um preconceito refletindo- se na escassez de palestras sobre o assunto, na carência de profissionais especializados e na extensa burocracia para marcar consulta na rede pública. Como resultado, a falta de apoio e de uma base sólida corrobora para manutenção dos Altos números de suicídio no Brasil.
Luiz Felipe Pondé, filósofo brasileiro, acredita que um dos fatores que tenha ligação para as taxas de suicídio, é a depressão gerada pela inconsistência nas relações sociais. Portanto, medidas de combate devem ser tomadas. O Ministério da Educação, junto às escolas devem criar mais palestras que informem sobre a depressão e o suicídio aos estudantes, e em parceria com o Ministério da Saúde, deve investir na formação e capacitação de mais profissionais especializados nessa área que devem ser designados para atuarem dentro das escolas, facilitando o tratamento aos cidadãos. Além de maior divulgação por parte da mídia sobre a prevenção do tema e de ONGs, como o Centro de Valorização da Vida, pelas redes dando maior visibilidade, gerando uma via que amenize e solucione tal problema.