Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 11/10/2019
Sob o viés filosófico do alemão Jürgen Habermas, a sociedade é dependente de uma crítica às suas próprias tradições. Diante disso, o tema suicídio no Brasil ainda não é tão debatido como deveria, pois é visto erroneamente como um tabu e isso promove ignorância e alienação da população sobre o assunto. Ademais, o número de suicídio no Brasil tem aumentado, o que gera mais problemas sociais e de saúde para os cidadãos, os quais demandam, dessa forma, mais atenção por parte do Estado.
Primeiramente, é importante destacar o crescente número de suicídios no Brasil, que é preocupante. Conforme o mapa da violência de 2017, a quantidade de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu quase 10% entre 2002 e 2014. Tal dado comprova que medidas governamentais de conscientização e prevenção devem ser tomadas com a intenção de inibir o avanço desse problema social, pois, o Estado promete garantir a saúde e o bem-estar social do povo. Diante desse fato, campanhas publicitárias a respeito do combate ao suicídio são necessárias para proteger e alertar a população, não apenas no mês de setembro como é feito.
Por conseguinte, muitas pessoas, que possuem tendências suicidas, escondem as suas dores por medo de preconceito e violência verbal, visto que a sociedade brasileira ainda possui estigmas machistas que preconizam que homens não choram e que a dor psicológica é fraqueza digna de deboche e desprezo. Com isso, o tratamento prévio da depressão, transtorno de humor, ou até mesmo vícios em drogas, torna-se limitado. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “pensamento sem conteúdo é vazio; intuição sem conceito é cega”. De maneira análoga, o pensamento sem conteúdo a respeito de quem sofre depressão e vícios, movido por meras intuições sem conceito pela falta de educação e instrução por parte do Governo, agravam ainda mais o problema dos sofrentes.
Portanto, para inibir o número de incidências de suicídio e amparar os que sofrem, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos meios de comunicação a respeito dos sintomas de quem recorre ao suicídio, a fim de alertar a população e auxiliar quem possui tendências suicidas. Além disso, que o Ministério da Saúde possa atuar nas escolas e faculdades, por intermédio de psicólogos e psiquiatras oferecidos pelo Estado, com o intuito de acompanhar e tratar os jovens com depressão, transtornos de humor e vícios em drogas, para regredir as adversidades intrínsecas ao suicídio. Nessa perspectiva, o número de atos suicidas diminuirão drasticamente e a população será mais consciente e amparada, obtendo mais dignidade.