Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 25/10/2019

Indubitavelmente, uma das melhores formas de analisar o suicídio entre jovens no Brasil seja com o pensamento do sociólogo francês, Baudrillard, como pano de fundo. Isso é posto, uma vez que, segundo o autor, o ser humano age, motivado por uma cultura de simulacros e simulações. É justamente,por isso, que esse imbróglio existe e combatê-lo é medida que se impõe.

Nesse sentido, fica claro que o modo como se conduz frente a questões concernentes ao autoextermínio juvenil é resultante de um aspecto dissimulado da realidade. Tal afirmação é constatada quando se observa que, no senso comum, jovens não teriam motivos para desenvolver doenças psicológicas. Sendo assim, o apoio familiar, na maioria dos casos, é mínimo, podendo agravar a situação e consequentemente levando ao autocídio.

Em face disso, é preciso repensar formas em relação a autoquíria. Urge, assim, sair de um mundo virtualizado e encarar os fatos como eles são. Tal assertiva nos leva a prosseguir diante a essa situação não mais de forma desorganizada-característica de uma sociedade alienada e sim por meio de um planejamento racional. Isso é afirmado, posto que, no Brasil, por cultura, a racionalidade é suplantada pela ação sentimental. Tese essa defendida pelo o historiador Sérgio Buarque de Holanda na obra Raízes do Brasil.

Infere-se assim, portanto, que não existe apenas uma via para se agir, já que vários caminhos podem ser pensados, contudo inevitavelmente, é necessária uma ação planejada e coerente. Cabe, então, ao Governo, a responsabilidade de uma atuação mais abrangente com projeto " Nós nos importamos" que seria pautado em palestras, cartilhas e acompanhamento psicológico aos estudantes. Isso pode ser feito por intermédio, do ministério da educação (MEC). Espera-se que, a cultura do planejamento e organização seja parte dos brasileiros, afim de, se não for viável extinguir, talvez, amenizar a taxa de suicídios entre os jovens no país.