Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 15/10/2019

No livro “O suicídio” o sociólogo Émile Durkheim, explana como a sociedade por meio da coerção e repressão social pode levar o indivíduo a tirar a própria. Não distante do relato literário, a contemporaneidade compartilha o mesmo conceito em que padrões e cobranças sociais muito fortes fazem o indivíduo repensar sua existência em sociedade, o que gera diariamente múltiplas vítimas, principalmente adolescentes. Logo, alicerces como o auto uso das redes sociais e a baixa retratação desse comportamento na mídia, funcionam como colaboradores para o aumento do comportamento suicida juvenil, fazendo-se necessário debater formas para amenizar o problema no contexto nacional.

Em primeira análise, é importante ressaltar que existem construções sociais que visam esteriótipos, o que leva os usuários mais frequentemente a quadros de depressão e ansiedade. Segundo o estudo da University College London, pesquisadores constataram que a taxa de depressão mais elevada na atualidade se dá a partir do acentuado tempo nas redes sociais. Propagando-se devido ao assédio virtual, ao sono precário e a baixa autoestima. O que possibilita o conhecimento sobre como a permanência exagerada no ambiente online é nociva à saúde mental dos navegantes, principalmente, pela comparação excessiva com a realidade de outras pessoas.

Além disso, é importante analisar como a pontual discussão sobre o problema desencadeia a diminuição pela procura por auxílio, intensificando então a problemática. Após o lançamento da série “ 13 reasons Why” que trata dentro da esfera jovem sobre o tema suicídio. Segundo o jornal O Globo, a procura por ajuda no Centro de Valorização da Vida no Brasil subiu cerca de 445% nesse período. O que apresenta como o discurso moralista de tratar como tabu o assunto não funciona. Portanto, retratar a situação na mídia é um dos melhores caminhos para colocar o suicídio em discussão, visto que segundo a Organização Mundial De Saúde 90% dos casos são reversíveis.

Logo, visto a baixa acessibilidade de informações sobre o assunto, é importante que o estado tome providências para superar o quadro atual. Sendo necessário que o Ministério da Saúde (MS), tome frente visto que o suicídio é um problema de saúde pública, aliada a mídia (que é sem dúvida um veículo formador de opinião), façam mediante a propagandas televisivas socioeducativas, por intermédio de investimento do MS, a discussão sobre a depressão, ansiedade, suicídio e o uso das redes sociais, com a finalidade de divulgar para jovens que estão sofrendo desses problemas formas de encontrar ajuda adequada. Para que assim o direito constitucional a vida não seja apenas respeitado, mas também promovido.