Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 01/06/2020

A partir do processo de globalização, nota-se um período marcado pelos avanços dos diversos meios de comunicação, tornando a disseminação de informação mais rápida e prática. Dessa forma, assuntos problematizados, como o suicídio entre jovens, ganharam importante visibilidade, já que repercutiram por meio das redes sociais. Entretanto, no Brasil, a discussão acerca desse problema é ainda considerado um tabu, dificultando que inúmeros jovens tenham acesso à prevenção. Assim, os fatores que levam os jovens a se suicidarem, como conflitos relacionados à orientação sexual e ausência de tratamento relacionados à saúde mental, se agravam cada vez mais.

Em primeira análise, deve-se ressaltar que muitos jovens descobrem sua sexualidade durante a adolescência. Tal fato é retratado na série Malhação: Viva a Diferença, na qual a protagonista Lica se apaixona por uma menina do seu colégio. Contudo, a personagem enfrenta o medo e diversos problemas de aceitação sobre sua descoberta. Isso ocorre devido à realidade de muitas famílias não aceitarem a sexualidade dos filhos por causa do preconceito enraizado sobre essas minorias. À vista disso, inúmeros jovens não sabem lidar com os julgamentos, recorrendo à prática do suicídio.

Além disso, destaca-se que muitos adolescentes não sabem como ou a quem devem procurar ajuda acerca de transtornos mentais, como depressão e ansiedade. Fato exemplificado na série 13 Reasons Why, na qual a protagonista, com depressão, escreve cartas para o seu melhor amigo sobre os motivos que a levaram se suicidar. Portanto, verifica-se a ocorrência desse fato devido à falta de conhecimento sobre instituições de ajuda psicológica gratuita, além da enorme banalização dos transtornos mentais. Em consequência, a falta desse conhecimento nos jovens os levam a achar que a única solução é o suicídio, aumentando o número dos que praticam no Brasil.

Dessarte, é imprescindível que medidas sejam fundamentadas para reverter os conflitos relacionados à orientação sexual e a ausência de tratamento dos transtornos mentais no Brasil. Cabe, portanto, ao Ministério da Educação conscientizar a população, por meio de palestras e debates, acerca das diversas orientações sexuais, para que as pessoas repensem seus ideológicos preconceituosos, deixando de excluir ou violentar jovens lgbts. Ademais, cabe aos veículos midiáticos divulgarem, por intermédio das redes sociais, sobre as diversas instituições gratuitas de ajuda psicológica, para que mais jovens tenham conhecimento de como acessar, aumentando as chances de prevenções do suicídio.