Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/10/2019

Na obra “Utopia”, do inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, a realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a prevenção do suicídio entre os jovens apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto dos transtornos mentais e perpetuado pela falta de políticas preventivas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que os autoextermínios na mocidade derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades em promover campanhas de prevenção, o autocídio, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), é a segunda principal causa que mais mata pessoas entre 15 e 29 anos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Outrossim, é imperativo ressaltar que os transtornos psíquicos são os promotores do problema. Partindo desse pressuposto, observa-se que, de acordo com o levantamento da OMS cerca de 86% dos brasileiros sofrem com esse problema, dos quais 80% são indivíduos de classe baixa ou média. Ademais, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 96,8% dos casos de morte por suicídio são ocasionados por transtornos como ansiedade e depressão. Portanto, para resolver o empecilho e por fim na continuidade desse quadro deletério, o governo deve concentrar-se em ações preventivas que atinjam praticamente toda população do país, pois não são apenas os jovens que sofrem com esse problema.

Destarte, urge esforços do Estado para reverter a situação. Com intuito de mitigar o suicídio entre os jovens brasileiros, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio das prefeituras municipais, será revertido em medidas de precaução, por meio campanhas preventivas, palestras e visitas residenciais, a serem realizadas por profissionais da saúde. A ida até as casas das famílias acontecerá a cada três meses, na qual o individuo encarregado da ação deverá verificar a saúde mental e física dos visitados.  Dessarte, a coletividade alcançará a Utopia de More, porque diminuirão os índices de mortes por autoextermínio entre os jovens e o restante da população.