Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 23/10/2019
Assim como a segunda fase do Romantismo, o suicídio é visto como uma fuga da realidade e dos problemas sociais encontrados pelos jovens. Nesse sentido, a série “13 Reasons Why” expõe o suicídio de Hannah Baker, a qual vê como saída de suas dificuldades essa prática. Fora da ficção, tal óptica não se distancia da realidade, visto que, a comunidade não fala sobre o tema, influenciando, desse modo, o agravamento dessa adversidade.
A priori, consoante ao Mapa da Violência, 3 mil jovens se suicidaram no ano de 2014. Por sua vez, de acordo com o sociólogo criador desse site - Júlio Jacobo Waiselfisz - tais índices se consolidam devido ao tabu em volta do problema, mantendo-o, assim, em silêncio. Nessa perspectiva, a informação em volta do assunto é primordial para o seu não agravamento.
Por conseguinte, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a solidariedade é fruto da consciência coletiva. Nesse viés, fazendo-se analogia aos pensamentos de Pierre Bourdieu, em seu livro “O Poder Simbólico”, os indivíduos possuem um poder, o qual só é “ativo” por aqueles que não o possui. Nesse sentido, a comunidade, por meio da consciência social, deve ativar esse poder em volta da “doação” de uma nova possibilidade de vida aos possíveis suicidas.
Portanto, infere-se que medidas devem ser tomadas para a diminuição da problemática abordada. Dessa forma, o Governo deve criar campanhas sobre a temática e transmiti-la a comunidade, por meio intermédio de televisores e rádios. Por sua vez, a sociedade deve falar sobre o assunto com seus familiares, a fim de desmistificar o tabu em torno do assunto. Com isso, os índices de futuras “Hannahs Bakers” diminuirão, devido à prática da consciência coletiva exposta por Durkheim.