Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 25/10/2019

A campanha ‘‘Setembro Amarelo’’, surgiu em 2015 e têm como memória a morte de Mike Emme no ano de 1994; seu carro lembrado como ‘‘Mustang Mike’’, era de cor amarela e isso provocou o nome da ação. Fora do contexto histórico, é entendido no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, uma adversidade social constatada pela problemática em casos de suicídio no país. Isso ocorre, ora pelo tabu presente na sociedade, ora pela ineficácia dos órgãos públicos, especialmente os de cunho educacional.

Convém ressaltar, a princípio, a massa social como principal par para a persistência do problema. De acordo com o filósofo e sociólogo polonês Zigmunt Bauman, a sociedade moderna está presa em uma espécie de mundo líquido, aonde o medo de ser descartado predomina e ocasiona graduais incertezas. Dessa forma, eleva-se uma carência afetiva e psicológica que fomenta distúrbios psíquicos e doenças como: depressão e ansiedade. Esses impasses podem ser reconhecidos como o último estágio da dor humana, diante do pensamento do psiquiatra e escritor Augusto Cury.

Por conseguinte, o descaso das estruturas públicas corroboram como ameaça para o deslize comunitário. A Constituição Federal de 1988- ordem de maior hierarquia no sistema judiciário-, prevê em seu artigo  de número 5, a competência para os crimes dolosos contra a vida. Entretanto, a questão do suicídio é pouco debatida em escolas e insuficientemente analisada em salas de aulas e em ambientes pertencentes ao Poder Público. Essa conjuntura contraria o Estado proposto por John Locke- assegurador de liberdade-, visto que não há bálsamo ao abranger o assunto.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC)- ramo presidencial responsável pela formação civil- crie, por meio de verbas governamentais, palestras e campanhas em colégios com psicólogos que detalhem a importância dos debates condizentes ao suicídio nas salas de aula. Somente assim, será possível estourar a bolha criada pela sociedade e valorizar a historia e criação da campanha ‘‘Setembro Amarelo’’.