Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 25/10/2019

A primeira temporada da série ‘‘Os 13 Porquês’’ retrata as razões do suicídio da adolescente Hannah Baker, que foram reproduzidas ao longo da trama por fitas cassetes deixadas por ela. Contudo, apesar de ser uma ficção, o abuso sexual, o bullying e a falta de diálogo, causas que levaram à concretização do ato, também perpetuam na realidade dos jovens brasileiros e têm como consequência o desenvolvimento de doenças mentais, devendo-se atentar aos sinais dessas enfermidades a fim de reduzir os casos suicidas entre jovens.

Em primeira análise, o suicídio ocasiona-se por diversos fatores que afetam a psicopatologia dos jovens brasileiros, como a falta de diálogo e o bullying. A partir disso, pode-se dizer que esses dois motivos estão vinculados, uma vez que com a agressão física e verbal ocasionada pelos agressores, as vítimas sentem desconfiança em outras pessoas e acabam por reprimir os seus sentimentos. Nesse viés, pensando na delicadeza do assunto e exclusividade de cada cenário, o Ministério da Saúde (MS) lançou a cartilha Diretrizes Nacionais de prevenção do suicídio, que contém instruções para lidar com indícios suicidas. Assim, caso difundida em escolas, essas informações podem reduzir drasticamente o número de envolvidos, já que seriam tratados com maior cautela.

Ademais, é fundamental o investimento em profissionais de saúde mental, haja vista que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% das ocorrências de suicídio podem ser evitadas e estão associadas à transtornos mentais. Nesse contexto, por essa ação autodestrutiva ser uma questão da saúde pública, é indispensável o acompanhamento psicológico e psiquiátrico nas escolas. Destarte, com o investimento nesses profissionais, será efetivado a redução nos casos de suicídios brasileiros de jovens ao juntar concomitantemente especialistas à prevenção e informação oferecida pelo MS.

Depreende-se, portanto, que os casos de suicídio presentes na juventude são oriundos de múltiplos fatores e é preciso investir na sua precaução. Nesse sentido, urge que o Ministério da Educação, em conjunto com o MS, disponibilizem o acesso a psiquiatras e psicólogos em escolas privadas e públicas mediante a oferta semanal de agendamento de consultas a fim de monitorar a saúde mental dos jovens. Outrossim, esses ministérios devem realizar palestras sobre como conduzir-se a partir de sinais suicidas por meio do compartilhamento de instruções da cartilha do MS em parques e tem o fito de informar os responsáveis pelos adolescentes o modo de agir diante de situações perigosas para deter o suicídio. Dessa forma, pode-se enfrentar o suicídio entre jovens brasileiros ao evitar que eles tenham um fim análogo ao da personagem Hannah Baker.