Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Da literatura a ficção, o suicídio foi pauta e tabu em diversas obras e descrito com diferentes roupagens. Enquanto, Lord Byron o apontava como o findar de um sofrimento poético, uma série da internet coloca o fenômeno como fruto de um meio social crítico. Porém, na vida real o suicídio é velado e frequente, tendo seu aumento, impulsionado, por fatores de cunho social e relacionados a violência.

Inicialmente, cabe ressaltar, que houve um aumento de 10% no número de suicídios entre os jovens, segundo o Mapa da violência (2017), se levarmos em consideração as tentativas, esse índice aumentaria exponencialmente. Contudo, é perceptível a ocorrência de uma banalização no tratamento de pessoas em sofrimento mental+, nomeando-os como carentes de atenção. Fato esse que tem impactado na saúde mental de vários adolescentes, já que estes ainda estão em processo de maturação cerebral e emocional.

Ademais, com o advento da internet o bullying, antes praticado cara a cara, tomou proporções inimagináveis. Atualmente os agressores se escondem em perfis falsos e apresentam comportamento mais cruel e intolerante, muitas vezes incentivando a vítima a tirar sua própria vida. O cyberbullying contribuiu para que alguns jovens com ideias suicidas as concretizasse. Esse episódio, inclusive, foi o clímax da polêmica série “13 reasons why” cuja trama gira em torno do suicídio de uma adolescente que foi vítima de chacota e deixa gravações para todos que a atacaram.

Diante do exposto, fica evidente, a importância de se discutir e traçar objetivos para prevenir o suicídio na população jovem. Para tanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação junto a profissionais de psicologia realizem capacitações para os professores, por meio de encontros com temas de saúde mental, a fim de torna-los aptos a reconhecer e auxiliar crianças e adolescentes em sofrimento, pois assim, consequentemente, haverá uma redução dos riscos de suicídio.