Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/11/2019

Na série norte-americana “13 reasons why”, há o relato de Hanna Baker, uma jovem estudante vítima de assédios e discriminação na internet, que recorreu ao ato nefasto do suicídio a fim de sanar seu sofrimento. Em analogia à ficção, observa-se uma sociedade com elevados índices de suicídio e depressão, em que boa parte dos casos derivam da escassez do diálogo entre a vítima e o mundo fora da ‘bolha depreciativa" onde ela está inserida. Tal questão opõe-se ao conceito de globalização, em que, teoricamente, proporciona o desenvolvimento e inclusão social por meio da tecnologia e meios de comunicação. Com isso, são necessárias indagações a respeito dessa problemática.

Em primeiro plano, é evidente que a tecnologia trouxe benefícios para a humanidade em vários setores da sociedade, apesar de apresentar falhas como a má utilização de determinados usuários frente aos meios virtuais. Sob essa perspectiva, o livro " O suicídio", cuja autoria pertence a Émile Durkheim, infere que o desenvolvimento das indústrias e a ampliação indefinida do mercado desencadeiam a busca desenfreada por conquistas, o que, consequentemente, amplia as taxas de suicídio. A partir dessa premissa, pode-se realizar um questionamento acerca do pensamento consistente do indivíduo moderno em prosperar financeiramente a qualquer custo, criando um ciclo vicioso na humanidade e pondo a sanidade mental em risco.

Ademais, a crise da saúde mental na contemporaneidade é um aspecto relevante e preocupante, pois tal debate gera uma ótica sobre inúmeras vidas que são inerentes a esse processo. Com relação à temática, dados do Sistema de Mortalidade do Datasus revelam que o número de mortes ocasionadas pela depressão cresceu em 705% nos últimos 16 anos em solo brasileiro, o que destaca a periculosidade  da referida tendência.

Portanto, é notória a delicadeza de assuntos como suicídio e depressão, assim como também há o clamor por realidades mais otimistas. Então, o Ministério da Saúde deve investir em instituições de suporte para indivíduos instáveis, como o CVV (Centro de Valorização da Vida), em que tais instituições, por meio de campanhas pró-vida em escolas, redes sociais e grupos de debate, tenham o viés de integração social de pessoas em semelhantes situações. Espera-se, com isso, minimizar casos de vidas perdidas por falta de apoio e elevar as chances de superação dos indivíduos, sendo possível realidades distintas da apresentada na série.