Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 27/10/2019

Em 2015, no Brasil, o suicídio ocupou a quarta posição de morte entre os jovens, segundo o Ministério da Saúde. As causas desse ato estão ligadas à vários problemas socioculturais e a omissão das famílias e do poder público. Diante dessa realidade, torna-se imprescindível combater essa mazela social, tendo em vista que, o suicídio se tornou caso de saúde pública devido a incidência ser alta e constante.

É primordial destacar a pressão, cada vez maior, que a juventude enfrenta na atualidade. O psicólogo Danilo Faleiros cita que o suicídio é um processo final de um sofrimento existencial, ou seja, o ato de cometer o autocídio é influenciado facilmente pelas opiniões alheias, e na tentativa de se encaixar no padrão imposto pela sociedade acarreta sentimento de frustração, ansiedade, depressão e por fim, a autodestruição. Tal realidade, em consonância com a teoria do Super Homem de Nietzsche, mostra a necessidade do jovem superar os valores postos pela sociedade.

Ademais, é válido ressaltar, ainda, a dificuldade enfrentada por eles para encontrar auxílio no âmbito familiar. Seguindo essa linha de raciocínio, o Departamento de Saúde Mental da UFG afirma que a família representa a condição necessária para o crescimento e desenvolvimento de vínculos que garantam a sobrevivência física e social das pessoas. Contudo, o contexto familiar é considerado fator desencadeante para os jovens tentarem se matar, por fatores como, violência doméstica, perda de vínculos afetivos, falta de diálogo. Tal contexto entra em paralelo com a teoria do sociólogo Bauman quando ele afirma que as relações estão cada vez mais líquidas.

Evidencia-se, portanto, que o aumento do índice de suicídio entre os jovens decorre de uma sociedade padronizada e uma inércia familiar. Faz-se necessário que o Ministério da Saúde invista em clínicas gratuitas de psicologia e psiquiatria com o objetivo de apoiar e ofertar tratamento à pacientes que apresentam doenças que antecedem a autoquíria. Além disso, é papel do Governo disponibilizar assistentes sociais especializados nos assuntos para atender famílias e comunidades, a fim de alertar sobre a prevenção e como ajudar parentes que estejam em situações críticas, para assim a família se tornar um ambiente acolhedor e não incentivador da prática. Dessa forma, a era juvenil irá se tornar protegida e os índices iram ser mitigados.