Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/10/2019
Ao analisar a sociologia, é possível perceber que o sociólogo Émile Durkheim atribuiu a sua teoria o fato social, configurando em instrumentos culturais que determinam as maneiras de um indivíduo agir, obrigando-o a se adaptar as regras da sociedade.Como consequência, ele dissertou sobre os três tipos de suicídios: o egoista, quando não há o enquadramento social; o altruísta, sendo o motivo as causas externas; e o anômico, causado pela perca das normas. Dessa maneira, o Brasil apresenta altas taxas de suicídios entre os jovens, causados principalmente por transtornos mentais e a facilidade no acesso aos meios letais.Isso mostra que medidas são necessárias para resolver o empasse.
Em primeiro lugar, a facilidade no acesso aos meios letais, como medicamentos e venenos, colaboram para a persistência do problema. O autor chileno Pablo Neruda disse: ‘‘você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências’’.De maneira análoga, ele reflete que a liberdade individual é a precursora da forma como o indivíduo consegue fazer o uso de medicamentos, que quando administrados em grande quantidade causam sequelas e até morte súbita. Logo, medidas paleativas fiscalizadoras é capaz de amenizar o fato.
Ademais, doenças mentais são as principais causas de suicídio entre os jovens. Segundo a pesquisa vinculada no site ‘‘bbc.com’’, o país apresentou um aumento de quase dez porcento em relação de 2002 a 2014,na taxa de autoextermínio. Diante desse exposto, as crises sociais, como o desemprego, e processos de modernização tecnológica, enquadra-se na teoria de Durkheim, na medidas que quando a pessoa é submetida ao que é diferente, ela desenvolve a depressão, doença essa classificada pela Organização Mundial da Saúde como mal do século XXI.
Isso mostra que medidas são necessárias para resolver o empasse. Para isso, urge ao Estado destinar verbas na criação de novos centros de valorização da vida, CVV, e por meio da melhoria na qualidade dos serviços prestados pelo número 188, objetivando assim, a ajuda mental necessária para que as pessoas não cometam o suicídio. Cabe ainda, ao Ministério da Saúde fortalecer a fiscalização nas farmácia, e por meio da ajuda de agentes da saúde, coibindo e denunciando toda forma de acesso facilitado a medicamentos taxados como perigosos com o intuito de diminuir a automedicação. Assim, aliado com a consciência coletiva, pode-se fazer dos jovens o futuro da nação.