Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Em 2016, cerca de 13.000 brasileiros perderam suas vidas devido à depressão e ao pessimismo, segundo o site Veja. Esse fato demonstra a fragilidade do sistema público nacional em garantir o direito à vida à todos os cidadãos, a qual por falta de investimentos em programas de assistência social gera o principal problema do país: alto índice de suicídio entre os adolescentes. Assim, evidencia-se a necessidade de analisar criticamente os avanços e os desafios para uma possível solução do problema.
A princípio, vale ressaltar o progresso obtido na luta para assegurar o prolongamento da vida dos jovens. Nesse sentido, observa-se a importância da criação do Centro de Valorização da Vida, CVV, o qual baseia-se na disponibilização de voluntários anônimos capazes de acolher, de escutar e de confortar as pessoas que buscam ajuda para lutar contra o desejo de se mutilar. Além disso, o Código Penal aderiu a Lei 13.819 com o objetivo de exigir a notificação compulsória das instituições de ensino, ou seja, é obrigatoriedade das escolas alertar às autoridades quando o aluno apresentar sinais e comportamentos relacionados ao suicídio para o encaminhar à assistência médica necessária.
Ademais, é indispensável destacar os obstáculos enfrentados para prevenir o suicídio. Nessa perspectiva, semelhante ao ocorrido em 2016, diversas são os adolescentes que não conseguem atendimento especializado contra a depressão e o pessimismo. Isso ocorre porque há pouco incentivo do poder público não somente em debates escolares sobre a atuação da CVV, mas também na aplicação da Lei 13.819, ambos responsáveis por discutir, ajudar e alertar os jovens sobre os riscos de não combater o desejo de mutilar-se; algo grave, tendo em vista que, de acordo com dados da plataforma Jovem Pan, 9 em cada 10 mortes por suicídio podem ser evitadas por meio de palestras.
Depreende-se, portanto, que ações contra a automutilação e o suicídio entre o grupo jovem devem ser imediatamente iniciadas. Para tanto, o Ministério da Educação, órgão responsável por garantir o acesso à educação, deve incentivar as escolas a fornecer palestras a favor da CVV e contra a depressão e o pessimismo, por intermédio da disponibilização de verbas educativas e de profissionais especializados no assunto, com o objetivo de evitar o aumento do número de alunos mortos por atos suicidas. Somado a isso, cabe ao Ministério da Justiça fornecer fiscalizações semestrais nas instituições de ensino em amplo território nacional, com o intuito de exigir que elas apliquem a Lei 13.819 e de assegurar o direito à vida aos brasileiros.