Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 28/10/2019

Ao analisar a questão do suicídio no Brasil, percebe-se que ele afeta a vida de muitas pessoas diariamente. Isso deve ser combatido, tendo em vista que provoca cicatrizes profundas em muitas famílias e, em muitos casos, deixa de ser solucionado pela negligência de quem convive com as vítimas. Sendo assim, dois aspectos fazem-se importantes: depressão e omissão do Estado.

Segundo o escritor e psicanalista Augusto Cury, “quando uma pessoa pensa em suicídio, ela quer matar a dor, mas nunca a vida”, isso reflete-se na sociedade brasileira, visto que muitos jovens cometem tal ato por estarem enfrentando uma depressão muito forte devido, um momento complicado na escola, no trabalho ou diante de situações desagradáveis à qual enfrentam rotineiramente. Só para ilustrar, em 1954, diante de tremenda oposição, o presidente Getúlio Vargas recorre à morte como uma alternativa para aquele momento conturbado à qual enfrentava seu mandato. Nesse sentido, nota-se que esse problema de saúde pública alastra-se há muito tempo.

Por conseguinte, a taxa de pessoas que tiram à própria vida aumenta progressivamente a cada ano. De acordo com dados estatísticos, 2014 registrou um aumento de quase 30% na taxa de suicídios em relação ao ano de 1980, principalmente, entre a juventude. Indubitavelmente, pessoas próximas sofrem diante da perda de alguém querido. Ademais, é importante ressaltar que, geralmente, os cidadãos que pensam em suicidar-se apresentam comportamentos suspeitos como, a falta de interesse pela vida e pelas pessoas.

Desse modo, torna-se explícito que o suicídio precisa ser combatido. As escolas devem, por meio de palestras, dialogar sobre a depressão desde cedo e disponibilizar profissionais da área, a fim de ajudar quem passa por determinada situação e, então, diminuir o alto índice de casos no país. Também, o Governo deve, por intermédio da mídia, incentivar aqueles que sentem-se desamparados a buscar ajuda com psicólogos.