Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/10/2019
Desde a antiguidade grega, sabe-se que o senso de responsabilidade coletiva é uma virtude indispensável à vida em comunidade, uma vez que proporciona harmonia ao convívio social. Nesse sentido, a conduta humana necessita ser orientada eticamente pela busca do bem comum. Tal perspectiva, entretanto, não tem se aplicado à sociedade brasileira atual, como revela a crescente taxa de suicídio entre os jovens no Brasil. Assim, um olhar mais crítico para essa realidade demonstra que compreender as raízes mais profundas dessa questão é um fator fundamental para se apontar caminhos em direção à sua prevenção e a consequente superação, para assim assegurar uma nação mais sólida e cidadã.
A sentença da psicóloga brasileira Anita Bacellar “o suicídio não é uma opção porque a pessoa é forte ou fraca, é um ato de desespero” encaixa perfeitamente no âmbito do Brasil atual. Comprova-se tal frase tomando como indicativo alguns índices brasileiros, como alto nível de desemprego, frequente violência, corrupção, entre outros, o que diminui cada vez mais a percepção de um futuro para o jovem brasileiro, parecendo ser o único caminho possível a ser tomado. Nesse viés, entende-se que existem poucas políticas públicas com o intuito de dar apoio a quem possui pensamentos suicidas, precisando ser reforçado com ações afirmativas vindas a partir do governo.
Infelizmente, muitos ainda não levam a sério o problema do suicídio, pessoas mais céticas tendem a dizer que “é só frescura”, entretanto, essa doença sempre existiu, porém, apenas agora está vindo à tona. Pode-se afirmar tal fato em razão de não existir dados históricos de pesquisa sobre determinado assunto, sendo de grande importância investir em pesquisas e comentar sobre, pois dessa forma o suicídio deixa de ser um tabu, e passa a ser de conhecimento de todos.
Em virtude dos fatos mencionados, pensa-se que precisa ser criado formas de apoio psicológico e financeiro a quem possui esse pensamento suicida, vindo a partir de ações governamentais, enfatizando o papel do Ministério da Saúde, com: subsídio de medicamentos para tratar tal doença, pois sabe-se que não são todos que podem pagar pelo tratamento, e também centros de apoio especializados a manter e ajudar a desenvolver a saúde mental dos dependentes. Dessa forma podemos viver numa sociedade passiva ao suicídio.