Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/10/2019
Na serie “13 Reasons Why”, se mostra casos de jovens que sofrem diversos problemas psicossociais, os quais os levam a cometer o suicídio ao se sentir atrapados em um bico sem saída. A realidade atual é igual de alarmante, pois segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,5% de todas as mortes no mundo foram por suicídio, sendo a parcela dos jovens a mais afetada. Dentre os fatores, que contribuem para o aumento dos casos, destaca-se a presença de um distúrbio emocional e, a omissão da sociedade e do Estado. A partir disso, é evidente a existência de um problema que precisa ser solucionado com eficiência.
Antes de tudo, a depressão é a principal característica em comum entre os indivíduos que pensam no suicídio como forma de escape dos seus problemas. Falando ao respeito, segundo a OMS o Brasil aponta 5,8% dos habitantes afetados por este problema, representando 11,5 milhões de brasileiros com a doença; deixando-os muito mais vulneráveis a cometer suicídio. Cabe mencionar o livro “Ética a Nicômano”, elaborado por Aristóteles, no qual ele defende a ideia de que a felicidade é a finalidade das ações humanas, já que é a natureza do ser humano o desejo de ser feliz. Esse pensamento filosófico relaciona-se ao fato de que quando uma pessoa sente constante sofrimento pela existência de um problema insolúvel para ela, torna-se impossível (para a pessoa) encontrar o caminho com destino à felicidade; sendo o suicídio a saída mais rápida.
Por outro lado, a falta de informação ao respeito dos sintomas dos diversos problemas emocionais, evitam a identificação e abordagem adequados. A partir do contexto mencionado é importante citar que, segundo estudos da OMS, 75% das pessoas que cometeram suicídio procuram ajuda antes, mas pela falta de interesse com que são tratados e, além da pouca acessibilidade e disponibilidade de centros especializados, o desenlace termina sendo fatal.
Por tanto, para informar à população ao respeito dos diversos distúrbios emocionais, é preciso que o Ministério da Saúde divulgue, através dos diversos meios de comunicação, propagandas que mostrem os principais sinais de alerta comuns entre as pessoas com distúrbios emocionais e como atuar no caso de detectá-los; com o fim de brindar a ajuda necessária ante um possível caso de depressão. Além disso, o Estado deve de investir mais na área da saúde psicológica, construindo centros de apoio a pessoas com problemas emocionais, visando que qualquer pessoa possa ter acesso. Somente assim, poderá se enxergar uma melhora nesta questão.