Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Por consequência da Revolução Científica, o acesso à tecnologia favorece contato com uma farta veiculação de informações. Dentre elas, diversas campanhas realizadas pelas esferas governamentais acerca da prevenção do suicídio entre os jovens brasileiros. Entretanto, no Brasil, o número de suicídios cresce vertiginosamente a cada ano, principalmente devido ao despreparo civil em relação ao reconhecimento de possíveis doenças psicológicas. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.                                                                                                    Em primeiro lugar, é indubitável ressaltar a importância do autoconhecimento relacionado aos limites individuais de cada cidadão. Em sua teoria sobre “Fato Social”, Emile Durkheim - sociólogo alemão-, traz análises referentes a um ideal social, seguido pela população mundial, que se aplica desde ações muito pequenas a comportamentos gerais de uma sociedade. Dessa forma, tupiniquins que optem por seguir os “padrões” farão parte do grupo, enquanto os que decidirem por outras escolhas, serão marginalizados. O embate ocorre no momento em que sentir-se excluído traz a tona diversas doenças psicológicas - depressão, ansiedade, síndrome de pânico – e consequentemente, pode levar pessoas a tirarem a própria vida. Logo, é substancial a dissolução dessa conjuntura.                                                    Outrossim, é imperativo pontuar a necessidade da dialética referente ao suicídio, visto que, quase 100% dos casos acometem pessoas com algum transtorno mental, segundo o jornal “Estadão”. Dentre essas, doenças como a esquizofrenia, que com tratamento e medicação adequados podem ser controladas de forma eficaz. Entretanto, a falta de informação, negligência e preconceito dificultam a busca de pessoas acometidas por ajuda, fazendo com que o primeiro fator de risco – transtorno – se some a alguma dificuldade aparentemente “sem saída”- questões econômicas, pessoais, sociais- e ao fácil acesso a ferramentas –armas, pontes-, e resultem no suicídio. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura social de forma urgente.                                                                Depreende-se assim, a importância de encontrar caminhos para a prevenção do suicídio no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação – ramo responsável pela formação civil- junto à participação de psicólogos, inserir, nas escolas, nas turmas de alunos adolescentes, atividades relacionadas à saúde mental dos alunos, de cunho obrigatório em função da sua necessidade. Além de difundir campanhas, por meio das mídias de grande alcance, relacionadas à importância de dissertar e abrir espaços direcionados a pessoas que encontraram formas de superar seus problemas, para que compartilhem com outros que estão na mesma situação. Quiçá, assim, tal hiato reverter-se-á, sobretudo, na perspectiva tupiniquim, fazendo “jus”, deveras, àquilo que fora apregoado pela Revolução Científica.