Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Na obra “Utopia” do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a prevenção do suicídio de jovens brasileiros apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse quadro antagônico é fruto tanto da falta de conhecimento por parte da sociedade, quanto pela negligência estatal. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
A priori, é imperativo ressaltar a falta de conhecimento sobre o suicídio como promotor do problema. Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, a grande maioria dos casos envolvem algum tipo de transtorno mental, transtorno psicótico e/ou dependência química. A desinformação acerca desses temas favorece, no âmbito social, o surgimento de preconceito, discriminação e da prática do bullying. Consequentemente, a problemática acaba se transformando em um tabu, ficando “invisível” aos olhos daqueles ao redor de quem está sofrendo. Desse modo, é necessário a reformulação dessa postura social de forma urgente.
Além disso, é fulcral pontuar que o aumento das taxas de suicídio entre os jovens no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, setores importantes como o de saúde pública, acabam se tornando impossibilitados de enfrentar esse quadro deletério, seja por falta de recursos financeiros ou humanos. Assim, faz-se mister a reestruturação desse comportamento estatal.
Diante do exporto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério de Telecomunicações, será revertido em campanhas educativas, com formato e linguagem acessível a todos, que devem ser veiculadas tanto na TV aberta, quanto pela internet. Ademais, a sociedade deve, por meio de manifestações pacíficas, cobrar de seus representantes políticos um posicionamento e ações mitigadoras para esse empecilho. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do suicídio juvenil, e a coletividade alcançará a Utopia de More.