Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Durante o séc. XIX, o romantismo brasileiro predominava na produção artística nacional, com escritores como Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Casemiro de Abreu, etc., porém, apesar do ilustre desenvolvimento da literatura, devido ao Mal do Século( corrente depressiva e pessimista que circulava entre os jovens) muitos desses escritores cometiam suicídios ainda jovens. Analogamente, mesmo após o avanço do combate ao suicídio, em pleno séc. XXI os índices de suicídio de jovens no Brasil são altíssimos e devido à falta de medidas públicas que combatem as doenças mentais atreladas ao suicídio causa a persistência da problemática na sociedade brasileira.
Em primeira análise, é importante ressaltar que o suicídio está entre uma das maiores causas de morte entre os jovens e que atualmente se intensificou ainda mais, pois, segundo dados do IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e estatística), o número de jovens que cometeram suicídio aumentou cerca de 60% de 2000 a 2018. Desse modo, a falta de medidas públicas contra o suicídio agrava as consequências da problemática, já que por falta de políticas públicas que estimulem e apoiem os jovens, como campanhas de entrevista afim de mostrar que a depressão e os problemas podem ser superados com ajuda psicológica, a situação dos jovens infelizmente não é revertida. Ademais, outro problema é a falta de psicólogos disponíveis nos centros clínicos de saúde pública para atender os jovens que sofrem com doenças mentais, visto que, segundo o Ministério da Saúde, o número de psicólogos e psiquiatras que atendem no serviço público caiu mais de 10% nos últimos 5 anos, assim, o papel do Estado é fundamental, como afirmava o filósofo grego, Aristóteles: “Somente com a ajuda crucial do Estado a sociedade poderá superar os seus obstáculos”.
Portanto, é dever do Ministério da Saúde contratar psicólogos e psiquiatras qualificados para atuarem nos centros clínicos de cada município do país, afim de fornecer atendimento especializado para jovens com doenças mentais, tais como depressão, síndrome do pânico, ansiedade, etc., diminuindo os casos de suicídio provenientes dessas doenças. Além disso, é dever do Ministério da Educação junto com ONG’s elaborar campanhas de conscientização nas escolas e no mercado de trabalho mostrando que, por mais difícil que seja a situação, o jovem pode buscar ajuda e superar sua dificuldades, assim, o suicídio deixará de afrontar o país como no “Mal do Século” durante os anos de 1800.