Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Consoante ao poeta Cazuza ‘‘Eu vejo o futuro repetindo o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades’’. O suicídio entre jovens não é um problema atual, desde a quebra da bolsa de valores em Nova Iorque que levou centenas de pessoas a cometerem suicídio devido ao desemprego e ao endividamento, essa vicissitude ainda é uma realidade no Brasil, visto que o descaso governamental gera uma falha no setor educacional que impede o diálogo sobre o assunto.

A elaboração de uma Constituição Federal, há 30 anos, foi baseada no sonho de bem-estar social para todos os indivíduos, principalmente para os jovens. No entanto, é notório que o poder público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que essa principal causa do número de morte, cresce lentamente com o passar dos anos, pois, de acordo com a BBC, de 2002 a 2014 houve um aumento de 10% nas taxas de autocídio. Ademais, percebe-se que essa questão de vulnerabilidade social dos jovens configura não só um irrespeito colossal, mas também uma desvalorização descomunal.

Igualmente, destaca-se o fator educacional como mais um desafio a ser cumprido. Todavia, faltam medidas efetivas por parte das autoridades competentes para que o cenário brasileiro seja alterado. Isso, semelhante ao pensamento de Nelson Mandela de que só a educação é capaz de mudar o mundo encontra-se deturpado no país, à medida que investimentos a educação só decrescem.

Destarte, indiscutivelmente ações são necessárias para resolver esse tema complexo, delicado e cheio de tabus. Cabe ao governo em parceria com  o Ministério da Educação promover palestras e discussões saudáveis sobre os sintomas e as formas de prevenção. A mídia deve abrir espaço nas novelas, jornais e séries para falar da importância de conversar e buscar ajuda profissional. Nesse sentido, o intuito de tais medidas é proteger e preservar a vida de todos.