Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o suicídio anômico ocorre quando o indivíduo não acredita mais ou perde totalmente sua fé numa melhora social. Desse modo, para ele, a sociedade está entrando em crise, e a possibilidade das coisas ficarem boas são mínimas. Atrelando-se a esse pensamento o fato do suicídio ser a segunda maior causa de morte entre jovens no Brasil, em média 800 mil mortes anualmente, percebe-se que o corpo social vêm falhando em assegurar a vida dos seus cidadãos com medidas que garantem o bem-estar destes, como: educação, igualdade social, saúde física e mental e lazer.

Em primeiro lugar, o Brasil está entre os 10 países mais desiguais do mundo. Os diferentes poderes de acesso à educação - ensino fundamental e superior -, sistema de saúde adequado, tratamento psicológico, lazer - como esportes e entretenimento - são reflexos dessa desigualdade. Onde, o jovem com pouco poder aquisitivo terá pouco acesso, ou nenhum, a esses meios de bem-estar que deveriam ser inalienáveis.

Nesse sentido, a falta de direitos básicos soma-se ao pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, em que ao vivermos numa sociedade líquida e de aparências, o “ter” torna-se mais importante do que o “ser”. Dessa maneira, as barreiras para o indivíduo de sentir inserido naquela sociedade de tornam inalcançáveis e servem como mais um motivo ao comportamento suicida.

Conclui-se, portanto, que medidas para a extinguir a desigualdade e amenizar os efeitos desta devem ser tomados. O governo, por meio do Ministério da Saúde, deve disponibilizar atendimento psicológico nas escolas para avaliar e acompanhar esses jovens durante sua formação. Ainda, é mister que o Estado, por meio de leis, reformule a edução básica e fundamental, através de uma reestruturação das escolas, onde haja espaços destinados ao esporte e lazer - como futebol, natação - e a capacitação de profissionais. Para que assim, esse jovem tenha futuramente acesso à universidades e emprego.