Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/10/2019
A série “13 Reasons Why”, disponível na Netflix, retrata sobre a jovem Hanna que, infelizmente, comete suicídio devido ao cyberbulling sofrido pelos colegas de escola. Analogamente, na sociedade vigente, o suicídio tornou-se algo expressivo e considerado por muitos psicólogos como o mal do século. Nesse âmbito, pode-se analisar que não só a insatisfação pessoal como também as relações artificiais são fatores que colaboram para a perpetuação dessa premissa. Sendo assim, é necessária a tomada de novas medidas para que se resolva a questão.
A priori, é importante destacar que a insatisfação pessoal constante é um dos fatores relacionados ao suicídio. Nesse sentido, com o advento das mídias sociais, a intensa comparação com os outros indivíduos fez com que o sentimento de inferioridade fosse estimulado, uma vez que as telas mostram, na maioria das vezes, apenas o estilo de vida e os corpos “invejáveis”. Dessa forma, inúmeras pessoas, por se sentirem inúteis e/ou infelizes com a própria realidade, acabam tirando a própria vida. Tal fato pode ser relacionado de acordo com o Centro Hospitalar Universitário Sainte-Justine, no Canadá, no qual relacionam o entretenimento digital e o aumento da depressão entre os jovens.
A posteriori, cabe destacar que as relações sociais, no cenário atual, estão cada vez mais fluidas. Tal fato pode ser relacionado de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, no qual afirma que o egocentrismo e o individualismo, comuns nessa pós-modernidade, faz com que nós não vejamos o outro como um ser humano. Nesse contexto muitas pessoas, por não estabelecem um maior vínculo com outros e, também, com o seio familiar, acabam se isolando de um convívio harmonioso e de partilha que, por sua vez, pode contribuir para que pensamentos ruins e suicidas se tornem mais recorrentes. Desse modo, é necessário que a população busque por maiores interações pessoais com o objetivo de transformar em algo recíproco e de bem-social para todos.
Torna-se necessário, portanto, que o Governo Federal possa realizar diversas palestras nas Instituições de Ensino, ministradas por psicólogos e psiquiatras, com o apoio das famílias, acerca da prevenção da depressão, por intermédio de rodas de conversas, do incentivo à prática de esportes e de como aprender a lidar com as redes sociais, com o fito de construir uma sociedade mais saudável mentalmente. Além disso, é imprescindível que no âmbito familiar seja marcado algum horário, dentro da rotina de cada indivíduo, para partilhar sobre o dia a dia e, assim, estimular a formação de maiores vínculos com o objetivo de diminuir drasticamente os quadros de desamparo e, consequentemente, o suicídio.