Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Segundo a Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), o suicídio representa cerca de 1% das causas de morte entre jovens no Brasil. Embora pareça um percentual baixo, esse fato é alarmante pois, além das vidas perdidas, é motivado por situações que ocorrem na própria residência ou na escola da vítima e que, com o devido apoio e acompanhamento, poderia ser evitado.

De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, o suicídio é um fato social e é considerado egoísta quando o indivíduo coloca fim à sua vida por não se sentir parte da sociedade. Esse posicionamento é comprovado nas situações em que os adolescentes sofrem bullying devido à sua personalidade, orientação sexual, aparência física e outras características que não são bem recebidas pelas pessoas com quem eles convivem, seja na escola ou em casa. Ademais, os jovens, inseridos nas redes sociais, estão mais vulneráveis à uma falsa noção de vida perfeita ostentada pelos usuários. Esse fator alimenta o sentimento de insatisfação pessoal e facilita o surgimento da depressão, a automutilação e até o suicídio.

Além disso, ao serem rejeitados pela sociedade, esses jovens se sentem excluídos, o que possibilita a concepção de que o suicídio é a única forma de acabar com seu sofrimento. Esse pensamento é fomentado pela falta de informação acerca de meios alternativos para a superação dessa tristeza. O aumento da divulgação da existência do Centro de Valorização da Vida, associação que tem como objetivo a prevenção do suicídio através do atendimento telefônico feito pelo número 141, é essencial para que esses jovens saibam o que fazer e a quem procurar quando cogitarem cometer o autocídio.

Portanto, é fundamental que o MEC crie campanhas de combate ao bullying nas escolas, ministrando palestras que conscientizem os alunos sobre esse assunto, para que eles aprendam a aceitar as diferenças de seus colegas. Além disso, os familiares precisam se mostrar dispostos a orientar e acompanhar o desenvolvimento psicológico dos jovens através do diálogo, a fim de que eles se sintam aceitos pela família e pela sociedade.