Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/10/2019

No livro “Os sofrimentos do jovem Werther” do escritor alemão, Gothe, retrata a história de um jovem chamado Werther, que se apaixona perdidamente por uma moça chamada Charlotte sendo um amor impossível o personagem principal, de coração partido, se suicida com um tiro de pistola. De maneira análoga, fora da ficção, nota-se que no século XXI o autoextermínio é uma questão frequente no País, logo, é de extrema importância encontrar caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: a ausência de comunicação e a pressão por desempenho escolar.

Em primeiro lugar, cabe pontuar que a ausência de diálogo entre os jovens e seus familiares acabam impossibilitando que os mesmos sintam-se confortáveis a falar sobre a situação que estão vivenciando, para que com a ajuda e apoio dos familiares consigam encontrar possíveis soluções para a situação que se encontram. Desse modo, torna-se importante referenciar o livro “Totem e tabu” do psicanalista, Sigmound Freud, que refere-se ao conceito tabu como um conjunto de tópicos sobre os quais existe uma restrição em se tratar de algum tema. Dessa maneira, muitas famílias possuem dificuldade em abordar assuntos como depressão e suicídio, tendo em vista que seria de extrema importância que fosse debatido, pois o jovem precisa saber que há formas mais eficazes de acabar com sua dor. Logo, a falta de diálogo sobre esse tabu social contribui para a permanência dessa questão.

Ademais, convém frisar o conceito filosófico “Sociedade do desempenho”, do filósofo Byung-Chul Han: no século XXI devido ao modelo capitalista de produção, os indivíduos são muito pressionados a entregar um alto desempenho físico por estar exposto a pressões estéticas e, principalmente, um alto desempenho escolar com as maiores e melhores notas. Em consequência, pressionados tendem a sucumbir. Além disso, os jovens são vulneráveis a isso, até porque a juventude e adolescência são fases de transição. Dessarte, no Brasil, nota-se que a pressão exercida pelos vestibulares atrapalham a saúde mental da juventude.

Diante dos fatos supracitados, é indubitável a necessidade de medidas eficazes e peremptórias que alterem essa realidade. Logo, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação devem promover campanhas por meio de divulgação de informações sobre a prevenção do suicídio e de evidenciar para toda a população a importância da discussão sobre esse assunto no âmbito familiar a fim de desconstruir esse tabu social. Dessa forma, será possível garantir um futuro que, de fato, seja diferente do apresentado.