Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/10/2019
A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por profundas transformações não só econômicas como, principalmente, sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão do suicídio entre jovens no Brasil, que é um ato extremo onde um indivíduo acredita não mais haver solução para a situação em que se encontra, surgindo como única alternativa a retirada da própria vida.
Segundo o psiquiatra, professor e escritor brasileiro Augusto Cury “quando uma pessoa pensa em suicídio, ela quer matar a dor, mas nunca a vida”. Nesse contexto, é possível afirmar que a dor dentro de uma pessoa causada por inúmeros acontecimentos, como desilusão amorosa, demissão do trabalho ou a não aceitação de seu padrão na sociedade é tão intensa que o indivíduo busca aliviar essa dor cortando-a pela raiz, isso é, tirando a própria vida a fim de aniquilar seus problemas.
Ademais, o ato de suicidar-se, apesar de parecer um fato individual, é um fato social. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão do suicídio entre jovens é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se os jovens crescem inseridos em um contexto social intolerante ou opressor, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.
Portanto, medidas são necessárias para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil. Assim, o Ministério da Cultura, em parceria com o Ministério Público, deve promover ações educativas, por meio de vídeos nas redes sociais sobre a responsabilidade e a importância que a família tem na formação de uma opinião coletiva e dos indivíduos enquanto seres singulares, além de relatos de experiência, dados estatísticos, visando a quebra de paradigmas socialmente alimentados. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: “Em mim, eu vejo o outro”.