Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à segurança e ao bem-estar social. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário com relação aos meios para prevenir o suicídio entre os jovens. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da crise econômica, dos transtornos de personalidades, e seus impactos sociais.

Em primeiro plano, é preciso se atentar com relação à dificuldade financeira, presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”, cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência da insegurança coletiva, no que tange a privação dos meios necessários para a subsistência da pessoa e de sua família, impedindo caminhos que levam à solução do problema.       Além disso, o elevado índice de depressão, ansiedade encontra terra fértil no individualismo, e na falta de empatia. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós - modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Visto que, há como principal efeito à falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi o aumento desenfreado de casos de suicídio registrados devido aos enfrentamentos psíquicos, o que funciona como um forte empecilho para a sua resolução.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar essa problemática. Para que isso ocorra, urge ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, e o Ministério da Saúde, deve ministrar palestras em escolas, para alunos nas instituições, e também para a comunidade, por meio de entrevistas com vítimas do problema bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webs conferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os impactos e consequências negativas que surgirão ao tirar a própria vida, e assim atingir um público maior com estratégias de prevenção e ajuda as pessoas afetadas. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, como constatou Hannah Arendt “A pluralidade é a lei da Terra”. Dessa forma, o Brasil poderá superar a crise do suicídio.