Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/10/2019
A série americana “13 Reasons Why” retrata como o bullying, a falta de ajuda psicológica e a antipatia social resultada do fonônimo das redes sociais resultaram no suicídio de Hannah Baker. Diante disso, pode-se refletir sobre como a socialização entre jovens e a atuação de psicólogos nas escolas podem ser caminhos para prevenir o suicídio no Brasil.
Primeiramente, urge destacar a importância das relações interpessoais para o desenvolvimento sócio-emocional. Segundo o filósofo Aristóteles, “o homem é um ser social”. Ou seja, o ser humano é naturalmente instigado a socializar com os demais. Mas, com o surgimento da internet e das redes sociais, a atividade de socialização foi banalizada, sendo convertida em uma disputa de aparências onde as curtidas e os comentários, muitas vezes falsos, tornaram-se mais importantes que as reais emoções, ignorando totalmente os sentimentos e negligenciando a prática do diálogo, propiciando o isolamento social e a depressão, que podem resultar em mortes, muitas vezes efetuadas pelas próprias vitimas.
Além disso, a falta de apoio psicológico também configura um empecilho para o combate ao suicídio, uma vez que a conversação e o desabafo são essenciais para a superação de problemas emocionais, como a solidão e a ansiedade. Logo, é importante a criação de iniciativas que ajudem no aconselhamento dos adolescentes, em especial no ambiente escolar, já que é nesse espaço onde eles passam a maior parte do tempo.
Portanto, conclui-se que o Governo deve estabelecer leis que proíbam a presença e aparelhos eletrônicos em ambiente escolar, assim como tornar obrigatória a presença de psicólogos nestas instituições, a fim de incentivar a prática do diálogo e da socialização entre os estudantes, além de colaborar para o enfrentamento de transtornos mentais, resultando na diminuição dos casos de suicídio e na melhoria da qualidade da educação do país.