Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Na década de 1950, Getúlio Vargas assumia a presidência do Brasil pela segunda vez, na qual havia a presença de uma crise financeira deixada pela Segunda Guerra Mundial e uma forte ameaça comunista. O chefe do departamento de defesa pessoal de Getúlio contratou, sem a consciência do presidente, capangas para assassinar um jornalista opositor, isso agravou o panorama do governo e fez com que Vargas tirasse a própria vida. Hodiernamente, é notável que os motivos desse impasse são diferentes, em que o acesso a informação é facilitado pela tecnologia, auxiliando no acesso aos meios de automutilação e há uma imensa pressão psicológica sobre os jovens. Desse modo, torna-se imprescindível debater acerca desse tema.

A priori, é necessário analisar a perspectiva psicológica dos jovens. Fábio Brazza, em sua música “De volta para o futuro” retrata um cenário distópico, por volta dos anos 3000, em que o mundo está um caos e a alegria é uma droga sintética. Nos dias atuais, é notável a pressão psicológica sobre os jovens mediante a incerteza sobre o futuro e a ameaça do desemprego. Como não existem substâncias manipuladas que garantem a felicidade, semelhantes a distopia da música, muitos jovens entram em depressão e, por estarem sem saída evidente, apelam ao suicídio. Logo, é visível que a exposição imatura pode gerar consequências irreparáveis.

A posteriori, compete ressaltar que o cenário mundial auxilia a existência desse entrave. A Guerra Fria foi uma corrida armamentista que teve fim na década de 1990, ela, além de trazer uma revolução tecnológica, popularizou a internet. Isso corrobora ao aumento nos índices de suicídio pois, nas redes sociais, o acesso a informação é facilitado e a depressão é vista como algo inerente ao indivíduo, resultando no suicídio egoísta, estudado pelo sociólogo Émile Durkheim, em que a pessoa tira a própria vida apenas por motivos pessoais. Dessa forma, é evidente que o acesso a informação impulsiona essa problemática.

Portanto, medidas públicas são necessárias para melhorar o quadro atual. Para reduzir a facilidade existente em encontrar meios de incentivo a depressão, urge que a Polícia federal e seu departamento de inteligência busquem e façam a remoção de conteúdos, nas redes sociais, que corroboram e banalizam a depressão, por meio da exclusão de páginas que ferem as diretrizes dos órgãos de comunicação. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde a divulgação e investimento do Centro de Valorização da Vida (CVV), telefone de atendimento a pessoas deprimidas, visando amenizar a pressão psicológica que a sociedade impõe sobre os jovens. Somente assim a incidências de pessoas tirando a própria vida diminuiria.