Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual se nota a ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que o suicídio apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização do livro de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas sociais e familiares, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Principalmente, é essencial pontuar que o aumento dos casos de suicídio deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, mais casos vão surgindo diariamente, e cada vez mais jovens irão tirar suas próprias vidas, sem ao menos terem tido ajuda. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de conscientização das famílias, agrava ainda mais o problema. Segundo o site BBC, quase 3 mil jovens entre 15 e 19 anos, suicidaram em 2014. Partindo desse pressuposto, nota-se, que a maioria dessas mortes poderiam ter sido evitadas se esse transtorno mental, fosse tratado como uma doença e não um tabu ou ‘’frescura’’, termo este utilizado as vezes pela própria família da vítima, excluindo-a ainda mais. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que esse preconceito contribui para a perpetuação desse quadro crítico.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessa forma, com o intuito de diminuir essa adversidade, necessita-se, urgentemente, que Ministério da Saúde direcione capital que será revertida em campanhas e projetos, nos meios midiáticos e escolas, com o intuito de quebrar esse tabu e disseminar a ideia de que o suicídio é uma doença, e deve ser tratada como tal. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo desse problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.