Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Como em " A Metamorfose" de Franz Kafka, é notável que a sociedade brasileira tem-se mostrado cruel e exigido de seus membros, cada vez mais, comportamentos enrijecidos dentro daquilo que julga-se pela maioria ser o adequado. Sem dúvida, lidar com as pressões impostas, inclusive pela mídia, não é missão simples levando a atos lastimáveis e extremos como o suicídio.
Primeiramente, a influência midiática no comportamento humano já era assunto debatido pelos pensadores contemporâneos Adorno e Horkheimer, visto que eram críticos à imposição de ideias aos indivíduos e por conseguinte, à repressão da liberdade de escolha. Nesse sentido, Émile Durkheim também destacou a participação da sociedade nos casos de suicídio. Para isso, justificou que esse é um fato social que apresenta três causas: egoísta, altruísta e anômica devendo ser estudado como fenômeno social, portanto não devendo ser ignorado.
Assim, a autoquíria é um ato cometido em decorrência do agravamento de doenças psíquicas, tais como: depressão, transtornos de humor e esquizofrenia. Ademais, o suicídio pode ocorrer mediante situações de instabilidade emocional ocasionadas por questões de desemprego, desilusão amorosa, perda de entes queridos, dificuldade de aceitação da sexualidade. Consequentemente, há a possibilidade dos vínculos sociais do ser emocionalmente comprometido, perceberem alterações de conduta relativas à ideação suicida., por exemplo, tendência ao isolamento social, diminuição do autocuidado, produção oral reduzida e com semântica pessimista e desesperançosa.
Ao passo que o suicídio trata-se de uma questão de saúde e social, os Ministérios da Saúde, da Educação e do Desenvolvimento Social por meio das respectivas secretarias municipais devem ampliar as campanhas de prevenção ao suicídio nas escolas, nas unidades básicas de saúdes e em todos os demais espaços públicos. Conforme, defendido por Sócrates deve-se possibilitar o diálogo entre crianças, jovens, pais e professores mediante parcerias com universidades e entidades do terceiro setor a fim de criar diversos grupos de discussão sobre a autodestruição, os limites das influências sociais e as formas de identificar o sofrimento em si e no outro favorecendo a busca por auxílio. Além disso, os serviços de diagnóstico precoce e de reabilitação mental devem ser ofertados sem burocratização, através das secretarias municipais de saúde para que viabilize a estabilidade emocional do indivíduo.