Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/11/2019

De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade hodierna presencia uma liquefação das relações sociais, que as torna superficiais e incentiva o imediatismo. Nesse sentido, os jovens são o grupo etário que melhor reproduzem tal lógica, ao buscarem atingir seus objetivos de maneira cada vez mais instantânea. O problema é que boa parte das coisas não podem ser alcançadas de maneira rápida, diante desse impasse, muitos desenvolvem quadros de ansiedade e depressão.

Em primeiro plano, com o advento das redes sociais ficou mais fácil o contato com outras pessoas, conjuntamente o isolamento por trás da tela de celular, causando momentaneamente a sensação de pertencer a um círculo de amizade. Em contrapartida, esse isolamento pode se transformar em solidão, de acordo com uma pesquisa publicada no Periódico Americano de Medicina Preventiva, passar mais de duas horas em redes sociais dobra a probabilidade de alguém se sentir isolado, mostrando além de tudo que a exposição a representações idealizadas da vida de outras pessoas também faz com que outros indivíduos se sintam tristes e frustrados.

Além disso, grandes expectativas são criadas pelos jovens da contemporaneidade, com o crescimento do capitalismo e a vontade de obter uma vida estável, o indivíduo estuda e trabalha de forma excessiva, ocasionando na maioria das vezes algum problema de saúde mental. Vale ressaltar que a ideia de esgotamento mental e físico para alcançar os objetivos é bem visto na sociedade, e ter uma doença mental devido a isso é sinal de fraqueza, mostrando-se claro como é difícil alguém procurar ajuda, com o medo de ser julgado.

Portanto, a fim de mitigar o problema, o Ministério da Saúde, juntamente com a mídia deve ajudar a população a lidar com as crises ordinárias, por meio do atendimento individualizado em centros especializados destinados ao tratamento da ansiedade, além de campanhas midiáticas a respeito dos problemas causados por ela.