Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Desde a criação da Teoria dos Jogos, desenvolvida pelo matemático John Nash no início do século XX, entende-se que os melhores benefícios para um grupo só ocorrem quando um participante age pensando no outro. No entanto, quando se observa os meios para a prevenção do suicídio entre jovens, no Brasil hodierno, verifica-se que esse ideal matemático é constatado na teoria e não, desejavelmente, na prática. Isso se deve, sobretudo, ao descumprimento de direitos garantidos na Constituição Federal de 1988 e do escasso debate sobre as causas dessa atitude. Logo, são necessárias mais ações do Poder público e da sociedade civil, visando o enfrentamento dessa situação.
Primeiramente, é inquestionável que os incumprimentos das condições de cidadania, promulgadas na Carta Magna, derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que tange à criação de mecanismos que cessem tais recorrências. Segundo o pensador britânico Thomas Hobbes, no livro ‘‘Leviatã’’, o Estado é responsável por manter a organização de toda a sociedade e garantir o seu bem-estar, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Assim, devido à falta de atuação das autoridades, esses cidadãos sentem-se desamparados, isolam-se, tornam-se vulneráveis e destrutivos, cometendo o autocídio. Desse modo, torna-se imprescindível a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Por outra perspectiva, é necessário ressaltar a precária discussão sobre a motivação dos jovens como promotora do entrave. De acordo com o portal de notícias da Rede Globo (G1), nos últimos 20 anos, cresceu em, aproximadamente, 25% a ocorrência de atentados à própria vida entre pessoas de 15 a 29 anos. Partindo desse pressuposto, a baixa compreensão sobre a real importância do assunto por pais e colégios têm por consequência, o ínfimo debate, que corrobora, em síntese, ao aumento desses infortúnios. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, contribuindo para a perpetuação desse quadro nocivo.
Torna-se evidente, portanto, que ainda há entraves para prevenir o suicídio entre os jovens brasileiros. Destarte, urge que o Governo, junto às Organizações não Governamentais (ONGs) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), reorganize prioridades, amplie políticas fiscais para posturas que ferem à cidadania, realize publicações elucidativas em redes sociais e aulas informativas para toda a população, por meio do redirecionamento de capital, visitas frequentes aos colégios, palestras e reuniões abertas ao público, a fim de não só expandir o diálogo, como também, os valores éticos e morais relacionados ao tema. Assim sendo, a coletividade alcançará o ideal de Nash.