Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/11/2019
Na obra literária alemã “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Johann Goethe, o protagonista da história encontra o suicídio a forma de se livrar das dores de um amor não correspondido. No entanto, quando se observa esse ideal literário, nota-se que essa ideia está internamente ligada à realidade do país. Seja pela deficiência na saúde pública, seja pela lenta mudança de mentalidade social.
É indubitável que a questão do inato e a sua aplicação esteja entre as causas do problema. Segundo Martin Luther King, toda hora é a hora de se fazer o certo. De maneira similar, é possível perceber que no nosso país o deficiência na saúde pública rompe esse entendimento. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), 800 mil pessoas morrem por suicídio por ano. Haja vista, que há carência de profissionais especializados e na extensa burocracia para marcar consultas no sistema público. Agravando o problema no Brasil.
Outrossim, destaca-se a lenta mudança de mentalidade social como mobilizadora desta causa. De acordo com Martin Luther King, não há algo mais perigoso do que a ignorância humana. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que existe um tabu sobre esse tema. Diante disso, o suicídio não é tratado nem prevenido de maneira eficaz, uma vez que é tratado como “frescura” por grande parte da sociedade. Assim, transmitindo de geração a geração, agravando o problema no nosso país. É evidente, portanto que há dificuldade para construir um mundo melhor. Logo a OMS, deve ampliar as campanhas nacionais ao combate ao suicídio para estimular a prevenção já que é importante conhecer as causas e ajudar com objetivo de ter uma interrupção no ciclo de autodestruição. O Estado deve criar mais centros psicológicos como Caps em regiões de pouco acesso, para gerar acesso ao tratamentos forma eficiente para promover uma qualidade de vida a todos. Assim, possamos evitar que mais jovens tenham o mesmo fim que o jovem Werther.