Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 21/11/2019
O silêncio venenoso
No Egito Antigo, os egípcios acreditavam na vida após a morte e no retorno do espírito ao corpo, devido a isso, os casos de suicídios eram frequentes em sua sociedade. Entretanto, no século XXI, tal fato tornou-se a segunda maior causa de morte entre jovens no mundo, sendo que 79% das vítimas são em países de baixa renda (incluindo o Brasil), segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMC). Assim, seja por motivos de receio social, seja por problemas na saúde publica, essa situação representa uma preocupante adversidade mundial e necessita ser revertida.
Em primeira análise, o sociólogo Émile Durkhein em sua obra “O Suicídio”, define que tais situações acontecem devido a fatores externos e sociais, que acabam influenciando a ação do indivíduo. Acerca disso, esse assunto ainda é visto como um “tabu” na sociedade, pois, apesar do aumento no número de casos, a análise dos fatores que levam o sujeito a cometer o ato são muitas vezes ignorados ou não revelados por familiares e amigos, sendo um empecilho na compreensão para evitar outras possíveis mortes.
Ademais, a maioria dos casos está relacionada com casos de depressão e baixa autoestima, que posteriormente podem levar a casos de óbito. O Brasil é o país que lidera o ranking de pessoas com depressão na América Latina, com valores próximos de 20% de indivíduos que já tiveram ou apresentam a doença, segundo dados do Ministério da Saúde. Logo, percebe-se, que esse é um problema na saúde pública nacional, que não apresenta suporte e apoio necessário para as vítimas, com déficit de profissionais especializados e, por conseguinte, acarretando em um aumento no número de episódios.
Em suma, são necessárias medidas que diminuam o número de ocorrências de suicídios no país. Para tanto, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS), com apoio de Órgãos não Governamentais (ONG’S), deve criar postos clínicos, com presença de psicólogos e assistentes sociais especializados em casos de depressão e baixa autoestima, em diversas cidades do país. Outrossim , a criação de ações e projetos sociais em escolas, empresas e bairros, com divulgação nas mídias sociais, para maior esclarecimento entre familiares e amigos, para que diminua o preconceito sobre o tema , consequentemente , reduzir o número de incidentes de suicídio e promover a valorização da vida.