Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 17/03/2020
No século XVIII, a literatura de Goethe,em seu livro " Os sofrimentos do jovem Werther", foi capaz de influenciar uma gama de suicídios entre os jovens.Correlacionado a isso, atualmente, a juventude se depara com esse mesmo mal que está sendo ocasionado não por influência do tom melancólico e depressivo da leitura mas por relações frágeis que caracterizam o século XXI.
Nesse sentido, o sociólogo Bauman explicita que a época atual é marcada pela valorização do ter em detrimento do ser. Nessa busca, incessante, portanto, sobra pouco tempo para o cultivo das relações afetivas como o diálogo, por exemplo. Logo, esse distanciamento faz com que doenças psicológicas como a depressão sejam detectadas tardiamente, por conseguinte, os adolescentes não recebem tratamento prévio e acabam por retirar a própria vida.
Ademais, a não inclusão nas escolas brasileiras de profissionais especializados ,como psicólogos, para atender de forma mais próxima os alunos, contribui para fragilidade do conhecimento daquele público juvenil. Dessarte,esses profissionais poderiam auxiliar na identificação das patologias citadas acima e submeter os afetados a um tratamento prévio.Sob tal ótica, o filósofo Paulo Freire explicita em seu livro " Pedagogia do Oprimido" que a educação deve ser libertadora e capaz de atuar em problemas sociais, o que ocorreria,de fato,se o exposto fosse cumprido.
Urge, portanto, que caminhos sejam encontrados para combater o suicídio de jovens no Brasil.O ministério da Saúde deve criar projetos nos centros de saúde que contemplem as famílias das comunidades com visitações periódicas de terapeutas e psicólogos a fim de que auxiliem,no ambiente familiar,na identificação das doenças psiquiátricas e encaminhem, os que necessitarem, para tratamento. O mesmo projeto deve ser estendido ao ambiente escolar, com o mesmo objetivo.Assim, com a construção de relações mais sólidas, o suicídio será minimizado.